Hitler, Stálin, Mussolini: iguais

Publicação: 2019-10-09 00:00:00
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Alex Medeiros
alexmedeiros1959@gmail.com

A história do século XX ficou marcada por tragédias que até hoje provocam atrasos na trajetória humana. A partir da Primeira Guerra Mundial, em 1914, e da Revolução Russa, em 1917, a vida esteve sempre ameaçada pelas três maiores pragas surgidas no terreno pantanoso da política: o Fascismo, o Comunismo e o Nazismo. São os irmãos siameses paridos na placenta apodrecida pelo pus da violência, da censura, da corrupção e da morte.

Um mínimo de leitura sobre as três criminosas ideologias e veremos as mais incríveis semelhanças, sendo a maior delas seus regimes ditatoriais. Nada mais parecido do que o nazista Heinrich Himmler dizendo “aquele que jura pela suástica deve renunciar a qualquer outra lealdade” e o comunista Che Guevara decretando “jovens não revolucionários são um defeito genético”. Não à toa os ditadores Adolf Hitler e Josef Stálin se aliaram em 1939 pra dominar o mundo.

Pois aquele pacto, chamado Molotov-Ribbentrop, feito às vésperas da Segunda Guerra Mundial e com nazistas invadindo a Polônia em cumplicidade com os comunistas, ganhou destaque em recente resolução do Parlamento Europeu.

O documento assinado em 19 de setembro passado, disponível no site oficial do PE – www.europarl.europa.eu, condena as três ideologias totalitárias, inserindo o comunismo na mesma dimensão de horror do fascismo e nazismo.

Por décadas, mesmo com os fatos aterradores das ditaduras de esquerda no Leste da Europa e outros continentes, como a Ásia e a América Latina, o regime comunista nunca foi tratado da mesma maneira que os outros dois.

Situações episódicas em alguns países trataram de condenar concretamente os crimes de governos socialistas e comunistas, decretando a proibição da formação de partidos, como há muito já é feito com nazistas e com fascistas.

A resolução do Parlamento Europeu tem seis (6) páginas e dezenas de explicações com os motivos da decisão de banir de uma vez da União Europeia as três pragas ideológicas. A votação foi por uma ampla maioria.

Textualmente, o documento aponta todas as desgraças cometidas por fascistas, comunistas e nazistas na Europa e no mundo, destacando inclusive a cumplicidade tácita de Hitler, Stálin e Mussolini no começo da Grande Guerra.

E pede a todas as nações da zona do euro que combatam o trio de regimes, abolindo seus símbolos e condenando suas ideias de tomada de poder e implantação de suas ditaduras. Tudo isso em nome de princípios universais.

No Brasil, os partidos de esquerda já estão relinchando em seus sites oficiais e postando os mais elaborados textos, fruto de ideólogos e líderes experientes na política partidária, atacando o PE com a pecha de perseguidor de ideias.

Na votação da resolução, chama a atenção o voto favorável de partidos do espectro da esquerda, como o Partido Socialista Português que acabou de conquistar a reeleição e parece cada dia mais distante do histórico e velho PC.

Enquanto rosnam contra o PE, os comunistas brasileiros resmungam nos sites em favor das ideias, esquecendo a frase de Stálin: “Ideias são mais poderosas que armas, nós não permitimos que nossos inimigos tenham armas, por que deveríamos permitir que tenham ideias?”.

Créditos: DivulgaçãoARTIGOARTIGO

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