Homem Invisível em cartaz, ou não

Publicação: 2020-03-04 00:00:00
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Alex Medeiros
alexmedeiros1959@gmail.com

O título veio da observação ingenuamente sábia da neta de um amigo, que passeando com ela no shopping ouviu esse “ou não” ao mostrar-lhe e dizer-lhe que o filme O Homem Invisível estava na propaganda do cinema. “Tá não, vô, é só a mão dele no vidro”, sapecou a danadinha olhando o cartaz com o assustado olhar verde de Elisabeth Moss à frente de um box de banheiro onde assombra a súbita impressão líquida do personagem da obra de H. G. Wells.

Como no resto do Brasil, o filme estreou em Natal no final da semana passada e está em exibição nas três redes de cinema, com seis sessões diárias no Cinépolis do Natal Shopping e três sessões no Partage Norte Shopping; com cinco sessões no Cinemark do Midway Mall e três no Moviecom do Praia Shopping. Dirigido e escrito por Leigh Whannell e estrelado pela experiente Moss, famosa por aqui pelas atuações nas séries Mad Men e O Conto da Aia.

É baseado no clássico da literatura de horror do britânico Wells, que ao longo de mais de um século foi decantado como o “pai da ficção científica”. Publicou em 1897, entre Máquina do Tempo e Guerra dos Mundos, os mais populares.

Na nova leitura, Elisabeth interpreta Cecília, que após o suicídio do ex-namorado se vê diante de uma herança, mas sobressaltada por coincidências que indicam alguém invisível a perseguindo, o que abala sua saúde mental.

Na obra original, o homem invisível é um cara misterioso chamado Griffin que surge no meio de uma tempestade de neve numa pequena cidade. O livro chegou ao cinema pela primeira vez em 1933 e teve 4 sequências até 1944.

A produção em preto e branco foi bastante retransmitida nos anos 1960 e 1970 na televisão brasileira, nos canais Excelsior, Record, Tupi e Globo. O personagem era mostrado com o rosto enrolado em tecido de bandagem.

No ano 2000, uma releitura foi feita em O Homem Sem Sombra, estrelado por Kevin Bacon e Elisabeth Shue, onde o personagem é fruto de experiência militar. Diferente dos antigos, o filme concorreu ao Oscar por efeitos especiais.

O novo filme vem surpreendendo nos resultados de bilheteria e já carrega o título de primeiro sucesso de terror de 2020. Com apenas US$ 7 milhões de orçamento, faturou nos cinco primeiros dias a quantia de US$ 49 milhões.

A criação de H. G. Wells já foi adaptada também para os quadrinhos, em 1940, como personagem da extinta editora Timely, que se tornou a Marvel. Em 1977 ganhou uma revista própria nos EUA e chegou a conviver com os Vingadores.

Em 1989, a banda de rock inglesa Queen lançou uma canção chamada The Invisible Man, no LP The Miracle e que foi utilizada como single (faixa de divulgação do álbum). Composta por Roger Taylor e cantada por Fred Mercury.

Créditos: Divulgação⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀


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