Homem que participou de morte e se escondeu em escola é condenado a 26 anos de prisão

Publicação: 2019-12-02 09:20:00 | Comentários: 0
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Eudes Leonardo de Lima foi condenado a 26 anos de prisão e 105 dias-multa pelo latrocínio de Arthur Lima de Oliveira, praticado em 18 de setembro deste ano durante uma tentativa de roubo a uma loja de celulares no bairro do Alecrim, na zona Leste de Natal. 
Eudes Leonardo da Silva, o Neguinho, de 19 anos, fugiu da Polícia Civil
Eudes Leonardo da Silva confessou a participação no crime

Segundo a investigação que resultou na condenação, Eudes Leonardo de Lima, também conhecido como "Neguinho", de 19 anos, cometeu o crime acompanhado de um adolescente, que segue foragido. Imagens de câmeras de segurança mostraram o momento do assalto. Na fuga dos bandidos, Arthur Lima de Oliveira tentou perseguir os criminosos e foi baleado, morrendo ainda no local.

Na sentença, foi mantida a prisão do agora condenado, que também deverá pagar as custas processuais no prazo de 30 dias do trânsito em julgado da decisão. O somatório da pena corresponde aos crimes de latrocínio e corrupção de menores.

O crime

De acordo com a denúncia, no dia 18 de setembro de 2019, no imóvel comercial Portugal Cell, no Alecrim, Eudes Leonardo de Lima, juntamente a um adolescente, "subtraíram para si e mediante grave ameaça com emprego de arma de fogo, diversos bens e celulares das vítimas e de clientes que se encontravam no estabelecimento comercial".

Após o assalto, os dois fugiram com uma motocicleta Honda/NXR roubada. Eles foram perseguidos por populares, inclusive por Arthur Lima de Oliveira, que foi baleado ao tentar impedir a fuga dos ladrões.

Em seguida, a polícia perseguiu os acusados, que novamente atiraram em direção aos policiais. Eudes Leonardo tentou se escondeu em uma escola, mas foi detido e encaminhado para a autoridade policial.

Ainda segundo a denúncia, Eudes Leonardo saiu em diligência, junto com policiais, a fim de encontrar o adolescente que participou do crime, mas o até então suspeito conseguiu fugir e só foi recapturado dois dias depois, confessando o crime.

Decisão Judicial

Ao julgar o caso, o magistrado considerou os depoimentos dos clientes da loja, já que entende que, em matéria de crimes contra o patrimônio, a palavra da vítima, quando narra de forma coerente e segura os fatos, demonstrando que o único objetivo é apontar os verdadeiros culpados pelo delito, merece credibilidade e é suficiente para embasar uma condenação.

Para o ele, as vítimas apresentaram depoimentos firmes, seguros e coerentes, demonstrando idoneidade e deixando fora de dúvida não terem nenhuma intenção de incriminar indevidamente alguém e, além do mais, suas alegações encontram guarida nas demais prova dos autos, conforme se extraiu dos depoimentos das testemunhas.

O juiz considerou ainda o fato de parte dos objetos roubados terem sido encontrados com o acusado, sem que tenha havido, pela prova dos autos, qualquer outra justificativa plausível para tanto, também reforça a certeza da ocorrência e de sua autoria.

Ele salientou que os Laudos de Exame Balístico, demonstrando que o projétil de arma de fogo encontrado no corpo de Arthur Lima de Oliveira corresponde com a arma de fogo utilizada pelo réu no momento do delito, bem como o Laudo de Exame em Local de Morte Violenta, que comprovam a morte da vítima no local da empreitada criminosa do acusado.

"Destaque-se, outrossim, que este Laudo de Exame em Local de Morte Violenta demonstra a extrema crueldade e frieza a que agiu o acusado ao matar a vítima, sem qualquer possibilidade de defesa à mesma", concluiu.

Com informações do TJRN

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