Cookie Consent
Policia
Homicídios no RN cresceram 24,2% no primeiro semestre deste ano
Publicado: 10:46:00 - 03/07/2016 Atualizado: 11:11:22 - 03/07/2016
Ricardo Araújo
Repórter

O número de homicídios no Rio Grande do Norte cresceu 24,2% no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2015. Somente em Mossoró, o aumento foi de 77,8%, saindo de 72 mortes violentas no ano passado para 128 nos primeiros seis meses de 2016.  E em Natal, sem contar o restante da Região Metropolitana, o aumento nos casos de mortes violentas chega a 23,2%. Foram 241 assassinatos em 2015 e são 297 em 2016).

Os dados são da Câmara Técnica de Mapeamento de Crimes Violentos Letais Intencionais da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed) e apontam que 979 pessoas foram mortas nos primeiros seis meses deste ano.
Número de homicídios no RN cresceu 24,2% no primeiro semestre de 2016
Somente em junho, 179 crimes violentos foram tabulados pela Secretaria. Nessa mesma época no ano passado, o Governo do Estado comemorava redução de 12,5% nos homicídios relação ao ano de 2014. "Em 30 de junho de 2015, nossas principais cidades Natal e Mossoró, estavam sendo massacradas com críticas sobre o aumento de roubos, e quase ninguém, a não ser uns poucos idealistas, celebravam as vidas poupadas, mesmo com certo receio, afinal era sabido que nenhuma política de segurança se sustentaria sem a integração de todos, principalmente entre município e estado, mesmo assim, naquele dia Natal estava com redução de -18,9% em condutas violentas letais intencionais e Mossoró batia recordes de com a redução de -20,9%", escreveu o coordenador da Câmara, Ivênio Hermes, em documento ao qual a TRIBUNA DO NORTE teve acesso neste domingo, 3 de julho.

Leia Mais

O coordenador detalhou, ainda, que "a violência homicida continuava pulsando dentro dos presídios, se apresentava em mortes de detentos, em fugas, em guerras de facções e se consolidava do lado de fora onde achava o solo fértil nos canteiros das lacunas deixadas pelas ações sociais. As organizações criminosas cobrando suas dívidas, disputando territórios para suas ações, aliciando mais e mais pessoas e contratando a morte de desafetos. Tudo apontando para uma explosão de ações criminosas".

A Câmara Técnica de Mapeamento de CVLI credita que a violência que assusta o Rio Grande do Norte é "alimentada por inúmeras ausências que dinamizam a criminalidade, pois se originam nas ausências de políticas sociais até no paradigma falido de se formatar políticas de segurança como uma guerra". O órgão aponta, ainda, que as criminalizações continuam, principalmente a da juventude, e que é necessário incentivar os policiais militares para que eles possam recrudescer ações e a grande preocupação em se proteger patrimônios financeiros ao invés de se evitar a perda da vida, sejam invertidas. Para Ivênio Hermes, estes "são apenas alguns meios de remediar a febre e não cuidar da infecção que destrói o país por dentro".

Ao final do documento confeccionado pela Câmara Técnica, o coordenador Ivênio Hermes deixou os seguintes questionamentos ao membros da Sesed e à sociedade: "Onde erramos? Onde continuamos a errar? O que podemos fazer para mudar?". Escreveu, ao final do relatório, que "o tempo para refletir já tivemos, é hora de a sociedade potiguar dar as mãos no maior e mais amplo sentido de integração, de produzir críticas construtivas e construir ações junto com as forças de segurança, todas elas, incluindo as guardas municipais, para apaziguarmos nossa terra e voltarmos a poupar vidas".

Leia também

Plantão de Notícias

Baixe Grátis o App Tribuna do Norte

Jornal Impresso

Edição do dia:
Edição do Dia - Jornal Tribuna do Norte