Horário de verão termina dia 22

Publicação: 2015-02-12 00:00:00 | Comentários: 0
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Brasília (AE) - O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, anunciou ontem que o governo desistiu de prorrogar o horário de verão por mais um mês. Ele explicou que os cálculos mostraram que a medida não valeria a pena. O horário de verão termina, portanto, no dia 22 de fevereiro. “As conclusões, após avaliação técnica, mostraram que a medida não valeria a pena, porque parte do País ficaria mais escura no período do manhã, o que aumentaria o consumo nesse horário. Além disso, a extensão do horário de verão demandaria ajustes na aviação civil”, disse Braga, após reunião com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto.
Elza Fiuza/ABrMinistro Eduardo Braga (C ) confirma que horário de verão será encerrado depois do carnavalMinistro Eduardo Braga (C ) confirma que horário de verão será encerrado depois do carnaval

Foi o próprio ministro que levantou a ideia de ampliar a vigência do horário de verão, na semana passada. De acordo com Braga, durante a reunião desta quarta foram apresentadas análises sobre as previsões hidrológicas e do nível dos reservatórios que, segundo ele, têm indicadores positivos, mas não conclusivos, para o mês de março. Por isso, uma nova reunião foi marcada para o fim de fevereiro.

Conforme dito terça pelo diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, a presidente Dilma deu ontem o aval para que sejam tomadas medidas de estímulo para a chamada “geração distribuída”, que é aquela feita pelos próprios consumidores, por meio de geradores, seja nas residências ou nas empresas.

De acordo com o ministro Braga, o órgão regulador irá formular compensações para que esses consumidores aumentem o uso dos geradores das atuais três horas diárias para até seis horas por dia. “Como este estímulo, podemos ter uma geração na ponta de carga de até 3 mil megawatts, o que significa um adicional no sistema de 300 megawatts médios por mês”, explicou Braga.

De acordo com ele, a medida não terá custos adicionais nas contas de luz e nem dependerá de subsídios bancados pelo governo “O que haverá será uma substituição de parte da energia comprada pelas distribuidoras no mercado à vista por essa eletricidade gerada pelos próprios consumidores que, inclusive, é mais barata”, argumentou o ministro.

Braga adiantou também que o Ministério do Planejamento publicará nesta quinta-feira uma portaria com regras para a economia de água e luz nos prédios públicos federais. Segundo o ministro, esse será o primeiro passo de uma campanha mais ampla de eficiência energética que será lançada pelo governo dentro de duas semanas.

Conforme o ministro de Minas e Energia, o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel) e a Eletrobras divulgarão uma cartilha de eficiência energética que estará também disponível para qualquer cidadão que queira aderir voluntariamente ao esforço de economia de energia.

“A nossa meta é alcançar até 30% de economia de energia no setor público. Nesse primeiro momento, começaremos com os prédios públicos. Mas a intenção é levar o modelo também às distribuidoras, estimulando a atualização da iluminação pública com lâmpadas de LED e correções nas redes para a diminuição de perdas de eletricidade”, completou.

Criado pela primeira vez em 1931 e retomado em 1985, o horário de verão sempre causa polêmica quando é adotado. Na versão 2014/2015 ele está em vigor em onze estados, além do Distrito Federal. O governo estima uma  economia de R$ 278 milhões. Mais do que isso. Em defesa da medida, o Ministério das Minas e Energia alega que a mudança no fuso horário das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste evita investimentos de  de R$ 4 bilhões/ano, aproximadamente, com geração e transmissão para essas regiões, que são grandes consumidoras.

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