IBGE fará censo agropecuário no RN

Publicação: 2017-10-05 00:00:00 | Comentários: 0
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Técnicos e pesquisadores do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) começaram, nesta semana, a coleta de dados que serão usados no Censo Agropecuário 2017. O chefe da superintendência do IBGE no estado, José Aldemir Freire, explicou que o censo mostrará um raio-x do setor agropecuário no Brasil e no estado potiguar em lançamento oficial realizado nesta quarta-feira, 4. A expectativa é que sejam visitados 80 mil estabelecimentos agropecuários no estado. A seca deve ser, segundo o IBGE, um dos maiores fatores de interferência no resultado.

IBGE estima visitar cerca de 5,3 milhões de estabelecimentos agropecuários em todo o país; primeiros dados serão divulgados em 2018
IBGE estima visitar cerca de 5,3 milhões de estabelecimentos agropecuários em todo o país; primeiros dados serão divulgados em 2018

Retratar as transformações que ocorreram no meio rural nos últimos anos é a intenção do Censo. “Vamos a todos os estabelecimentos agropecuários do país, independente do tamanho ou se só é voltado para agricultura familiar ou empresarial”, explicou José Almedir Freire, enfatizando que não existem políticas públicas para o meio rural sem a pesquisa. “Para definir quantos agricultores existem na zona rural de determinado município é necessário um censo que descubra essas informações, bem como saber onde nossa agricultura está avançando”, frisou o chefe do IBGE.

Ao longo de cinco meses, os recenseadores vão visitar 5,3 milhões de estabelecimentos agropecuários em todo o país, levantando informações sobre produção, características dos trabalhadores do setor, o emprego de irrigação, o uso de agrotóxicos, entre outros temas. O papel da agricultura familiar na produção agropecuária também será pesquisado. Os resultados do Censo devem começar a ser divulgados em meados de 2018. O orçamento total do censo será R$ 770 milhões em 2017 e 2018. Para este ano, os recursos serão de aproximadamente R$ 500 milhões. Foram contratados cerca de 26 mil trabalhadores temporários em mais de quatro mil municípios para a coleta dos dados.

Segundo o IBGE, a redução do orçamento para o Censo Agropecuário tornou necessária a simplificação do questionário inicialmente elaborado com a diminuição do tempo médio de entrevista de 90 para 40 minutos. O objetivo foi dar agilidade à coleta de informações, permitindo que, em média, três estabelecimentos agropecuários sejam visitados pelos recenseadores por dia.

Em abril, foram feitas as inscrições dos dois processos simplificados para os trabalhadores temporários que atuarão no censo. Foram abertas 26.010 vagas, das quais 171 para profissionais de nível superior em 18 diferentes áreas de conhecimento. As vagas restantes foram para nível médio.

O objetivo do Censo é mostrar a realidade da produção agropecuária brasileira, algo que não é amplamente realizado há 11 anos, quando ocorreu a última edição da pesquisa. O IBGE realiza outros levantamentos, como a Produção da Pecuária Municipal, a Produção Agrícola Municipal e as Trimestrais da Agropecuária.  O Censo, no entanto, é a única que recolhe dados de todos os estabelecimentos produtores, além de servir como subsídio para as outras. Por isso, tem a abrangência de um retrato do campo brasileiro


Último censo
O Censo da agropecuária de 2007, constatou que a quantidade de animais da pecuária potiguar caiu 7,5% em 2007. De acordo com dados divulgados pelo IBGE, a maior redução foi no grupo de galináceos e coelhos, cuja quantidade foi reduzida em 10% no período. Outro dado do levantamento é que o leite foi o produto mais rentável nesta área, com R$ 145,4 milhões movimentados no ano passado.

De acordo com a pesquisa, o principal subgrupo dos animais de grande porte, os bovinos, sofreu uma redução de 1,7% em 2007. As cidades com maior concentração desses animais foram Caicó (29,9 mil), Mossoró (21,1 mil) e São José do Mipibu (20,6 mil). Os bovinos representam 89% dos animais de grande porte, grupo onde também estão inclusos búfalos, cavalos, jumentos, etc.

Já entre os de pequeno porte a redução foi de 0,4%. Em 2007, o maior número deste subgrupo era o de caprinos e ovinos (cabras, bodes e ovelhas), que reunia 915,7 mil cabeças. A maior queda foi entre os de pequeno porte: havia mais de 5,4 milhões de cabeças (coelhos, codornas, galos, etc) em 2006, quantidade que foi reduzida para 4,86 milhões no ano seguinte.


Calendário - Censo Agropecuário 2017

Coleta de dados: de outubro de 2017 a fevereiro de 2018

Apuração e análise dos dados: a partir de março de 2018

Divulgação dos resultados: a partir de maio de 2018

Fonte: IBGE


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