IFRN realiza Olimpíada de Robótica

Publicação: 2016-11-26 00:00:00 | Comentários: 0
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Yuno Silva
Repórter


Projetos, idéias, experimentos, protótipos e empreendedorismo dominam a segunda edição da Semana de Ciência, Tecnologia e Extensão (Secitex) que movimenta o campus do IFRN Parnamirim até hoje com o tema “Ciência alimentando o Brasil”. Desde quarta-feira (23), alunos e professores apresentam na prática propostas desenvolvidas em sala de aula, ao todo são mais de 3,5 mil inscritos e 700 trabalhos. A 2ª Secitex engloba na programação, além de palestras, diversos eventos como a 4ª Mostra Tecnológica, Mostra Coletiva de Arte, 1º Prêmio de Empreendedorismo Inovador, 12º Congresso de Iniciação Científica (Congic), 4º Simpósio de Extensão, o 1º Simpósio de Ensino de Ciências e a 2ª Olimpíada de Robótica do Instituto.
Yuno SilvaDezenove equipes de 10 unidades no Rio Grande do Norte disputam com objetivo de participar de evento na FrançaDezenove equipes de 10 unidades no Rio Grande do Norte disputam com objetivo de participar de evento na França

Iniciativa de caráter multidisciplinar, a Olimpíada reuniu 19 equipes de dez unidades do Instituto Federal espalhadas pelo RN – boa parte delas formadas por alunos do ensino médio integrado com o técnico de cursos que se complementam como Informática, Eletrotécnica, Mecatrônica e Mecânica.

O robô que vencer os três desafios propostos em Parnamirim, nos mesmos moldes da OBR (Olimpíada Brasileira de Robótica), se credencia para participar de um evento do gênero na França. “É um ensaio para a OBR. Queremos disseminar o interesse, e com isso tentar o título nacional em breve”, almeja Filipe Campos Alcântara Lins, professor de robótica industrial do curso de Mecatrônica do IFRN Parnamirim.

Lins explicou que o robô vencedor é aquele que percorrer em menor tempo uma trilha com obstáculos, e executar da melhor maneira o desafio que simula o resgate de uma pessoa (representado por uma bolinha de isopor). “Cada equipe tem três chances ou cinco minutos para vencer cada uma das quatro tarefas: passar por suas 'salas', subir a rampa e fazer o resgate”, explicou o professor.

As três etapas da competição foram realizadas ontem, enquanto o resultado e a premiação ficou para este sábado (26).

“O projeto de robótica é extracurricular, e tem o objetivo de estimular o desempenho escolar. Mesmo precisando ficar mais tempo no laboratório, o aproveitamento acadêmico melhora”, garantiu a estudante Samara Revoredo, 18, que cursa Informática no campus Natal Central. Ela pretende fazer Engenharia Mecatrônica na universidade.
Yuno SilvaProjeto Crab já participou de competições no Brasil e exteriorProjeto Crab já participou de competições no Brasil e exterior

Na Mostra Tecnológica, o estudante Jaidson Rodrigues Pimenta Peixoto, 16, que faz o primeiro ano do curso de Mecânica no IFRN de Mossoró, apresentou seu protótipo de dispositivos que tornam o trânsito mais seguro: “A ideia é que os carros saiam de fábrica com um sensor que monitora o hálito e a respiração do motorista para saber se ele consumiu bebidas alcoólicas, qualquer alteração o carro desliga”.

O projeto, que já ganhou prêmios em Mossoró e participou de mostras de tecnologia em São Paulo e na Bahia, também inclui sensores que indicam segurança nas ultrapassagens e obstáculos na via. “Já testamos em carros de verdade e funcionou perfeitamente. O orientador disse que o projeto tem grande potencial”.

Ainda na seara tecnológica, outro destaque da 2ª Secitex é o veículo “Crab” (caranguejo em inglês), uma plataforma com seis rodas que auxilia o cadeirante a se locomover na areia fofa facilitando o acesso à beira da praia. “O grande desafio é ultrapassar a fase de protótipo. Tivemos apoio do IFRN, ganhamos prêmio nacional, falta interesse da inciativa privada para produzir em escala industrial”, disse o professor João Teixeira, que junto com o também professor Arthur Salgado orientou o projeto dos alunos Iago e Maraysa.

“Eles tiveram a ideia a partir da dificuldade de um colega cadeirante em acessar a praia”, acrescentou Teixeira. O projeto do “Crab” já foi premiado em eventos de tecnologia no México, em São Paulo, Novo Hamburgo (RS) e na  Mostra de Ciência e Tecnologia promovido pelo IFRN Zona Norte. Nos testes, o protótipo em tamanho natural carregou cerca de 150 kg na areia fofa. As rodas são impulsionadas por motor elétrico abastecido por placas fotovoltaicas.

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