Ilustrador 'quer' Crivella para promover seu livro

Publicação: 2019-09-11 00:00:00 | Comentários: 0
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Guilherme Sobota

O ilustrador britânico Jim Cheung - um dos autores da HQ Vingadores: A Cruzada das Crianças, quadrinho que foi a preocupação central do prefeito do Rio durante o fim de semana da Bienal do Livro - usou seu Instagram para comentar o ocorrido. "Foi com grande surpresa que soube que o prefeito do Rio de Janeiro decidiu banir as vendas do meu livro (com Allan Heinberg), supostamente por conter material impróprio", disse Cheung.

"Eu não sei o que causou o prefeito a perseguir um trabalho de uma década atrás, que já está à venda há muitos anos, mas posso dizer honestamente que não houve nenhuma motivação escondida ou agenda para promover qualquer estilo de vida, nem mirar uma única audiência", prosseguiu o ilustrador. "A cena (do beijo) meramente mostra um momento terno entre dois personagens que estão num relacionamento estável." "Eu deveria contratar o prefeito do Rio de Janeiro para promover meu próximo livro", disse ele em um comentário na rede social.

Contar histórias
O ilustrador explica ainda que seu objetivo é apenas contar histórias, "com tantos personagens autênticos e diversos quanto possível". Para ele, o fato do livro ter sido trazido aos holofotes agora é um indicativo de como o prefeito do Rio está desconectado dos tempos atuais.

"Espero que o belo povo do Brasil, a nação orgulhosa e maravilhosamente diversa, veja através desse 'barulho' político e foque na luz, e em jeitos de se unir, em vez de ajudar a costurar os fios do conflito e da divisão", concluiu o artista.

Aos 47 anos, Cheung tem diversos trabalhos da Marvel no currículo, entre eles, a série Novos Vingadores: Illuminati, e também edições da série principal dos Novos Vingadores.

Livro X prefeito
A polêmica foi iniciada no dia 5, durante a Bienal do Livro do Rio, quando o prefeito Marcelo Crivella emitiu uma notificação exigindo que a Bienal protegesse as edições da HQ Vingadores - A Cruzada das Crianças, que traz um casal gay. Fiscais da Prefeitura foram à feira em busca de "conteúdo impróprio" e as tentativas de barrar a venda de livros LGBT gerou uma reação conjunta de editoras, escritores e jornalistas, no sentido de garantir a livre circulação de ideias na feira do livro.




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