Implicações do fechamento

Publicação: 2020-07-04 00:00:00
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O secretário estadual de Planejamento e Finanças, Aldemir Freire, divulgou ontem que a queda de arrecadação do governo, provocada pelos efeitos econômicos da pandemia do coronavírus, chega a R$ 490 milhões até agora. O secretário admitiu que esse prejuízo foi provocado, principalmente, por perdas na receita do ICMS, em decorrência da própria decisão governamental que impôs “o fechamento do setor comercial, justo em um período de crise enfrentada pelos entes da Federação”. 

Teste negativo 
O deputado federal João Maia testou negativo para a Covid-19. A possibilidade do parlamentar ter contraído coronavírus, portanto, foi descartada. 

Fogo amigo
A deputada Natália Bonavides (PT) voltou a criticar a proposta de reforma da Previdência estadual, em uma atitude contra uma iniciativa da governadora Fátima Bezerra, também petista. Única deputada federal pelo PT na bancada do RN, Natália disse que é preciso adotar uma postura crítica em relação à reforma. “É certo que há trechos (nas regras na Previdência nacional) que obrigam os estados a se adequarem às mudanças na Previdência. Mas é fato que, para além dessa parte obrigatória, nós temos, nesse texto enviado pelo Governo do RN, algo que vai além [do que é obrigatório]”, disse Natália, ao conceder entrevista sobre o assunto. Ou seja, sugeriu que o governo Fátima Bezerra foi além, no rigor com os servidores, do que recomenda as diretrizes aprovadas no Congresso Nacional por iniciativa do governo Bolsonaro.

TV Brasil Internacional 
O governo Jair Bolsonaro planeja recriar a TV Brasil Internacional, informou a Agência Estado. A programação do canal será voltada ao público estrangeiro. Uma das ideias do ministro das Comunicações, Fábio Faria, é tornar disponível o conteúdo da TV Brasil Internacional pelo serviço de streaming, para ser acessado por smartphones, tablets e televisões ligados à internet, além de usar programas já realizados pela Empresa Brasileira de Comunicação (EBC). As críticas da imprensa e organismos estrangeiros incomodam o governo federal, informou a Agência Estado, para quem as notícias não correspondem à realidade. No encontro da Cúpula do Mercosul, realizado ontem por videoconferência, Bolsonaro afirmou que buscará um esforço para "desfazer opiniões distorcidas" sobre a política ambiental do Brasil no exterior.

700 mil candidatos 
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral comentoou que 140 milhões de eleitores estão aptos a votar no pleito deste ano e se estima mais de 700 mil candidatos vão concorrer aos cargos de prefeito e vereador. “Portanto, não é uma operação fácil de ser realizada, mas, com o apoio do Congresso Nacional e da sociedade brasileira, esperamos realizar as eleições mais seguras e limpas possíveis. Eu tenho a convicção profunda de que os países passam o que tem que passar para aprimorar e amadurecer. Sairemos dessa crise humanitária dramática com avanços civilizatórios e elevações espirituais que nos ajudarão a fazer um país maior e melhor”, disse, ao participar de solenidade no Congresso Nacional.

Elogio ao Parlamento
Ao se dirigir aos parlamentares envolvidos no processo de aprovação da Emenda Constitucional que adiou a eleição para 15 de novembro, o ministro Luiz Roberto Barroso exaltou a atuação dos parlamentares: “Política feita com idealismo e ênfase no interesse publico é uma das atividades mais nobres a que alguém pode se dedicar. Celebro o Congresso Nacional e a oportunidade desse momento. Democracia não é o regime de consenso, é o regime em que o dissenso é absorvido institucionalmente e é a capacidade de, mesmo nas divergências, construirmos harmoniosamente as soluções que melhor atendam ao interesse público”, disse ele.

Defesa da reforma 
O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse ontem que o presidente Jair Bolsonaro está "determinado" a continuar com as reformas estruturais. Em live promovida pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Guedes voltou a traçar um prognóstico positivo para a recuperação da atividade econômica após o momento mais dramático dos efeitos da pandemia do novo coronavírus. "O presidente está determinado a seguir em frente (com reformas), e Congresso é reformista", disse Guedes, logo após dizer que o Brasil vai "surpreender o mundo" com sua dinâmica política. No mês passado, Bolsonaro disse que a reforma administrativa deve ser enviada apenas no ano que vem e defendeu uma versão "enxuta" da reforma tributária. Hoje, o ministro da Economia disse que a reforma administrativa ainda está na pauta, mas não se comprometeu com datas de envio da proposta. "Voltaremos (ao assunto) ainda neste governo", afirmou.