Importações tiveram recuo de 2,8% de janeiro a agosto no Rio Grande do Norte

Publicação: 2020-09-18 00:00:00
A s importações no Rio Grande do Norte recuaram 2,8% de janeiro a agosto deste ano, no comparativo com igual período de 2019. O total importado caiu de US$ 112,443 milhões para US$ 109,332 milhões no período analisado. Os dados são do Centro Internacional de Negócios (CIN), da Federação das Indústrias do RN (Fiern). 

Créditos: DivulgaçãoO trigo, principal produto importado representou, de janeiro a agosto, 35% das importaçõesO trigo, principal produto importado representou, de janeiro a agosto, 35% das importações

A análise, feita a pedido da TRIBUNA DO NORTE, mostra que a balança comercial do Rio Grande do Norte fechou os oito primeiros meses de 2020 com uma Corrente de Comércio - a soma das importações e exportações – de US$ 264,565 milhões, um valor, segundo cálculos do CIN, 25,7% menor que no mesmo período do ano passado, e um superávit de US$ 45,900 milhões. De janeiro a agosto de 2019, o RN alcançou US$ 355,908 milhões, na soma de exportações e importações e um superávit de US$ 131,021 milhões. 

Relatório anterior produzido pelo CIN mostra que, no acumulado deste ano, as exportações reduziram 20,9% ante igual período do ano passado, se considerados os itens regulares da pauta. Quando incluso os itens extraordinários exportados para os Estados Unidos  no primeiro semestre de 2019 e que elevaram positivamente as exportações no Estado naquele ano, a retração aumenta para 36,2%. 

Luiz Henrique Guedes, do Centro Internacional de Negócios, responsável técnico pelo relatório da Balança Comercial do RN, explica que as importações do RN têm sido, através dos anos, direcionadas basicamente para aquisição de insumos industriais, agrícolas, máquinas, equipamentos  e peças de reposição. Ele destaca que o trigo, no entanto, tem se mantido como principal produto importado e, no período de janeiro a agosto, representou 35% das importações ante os 50% registrados em igual período de 2019.

Na análise, Luiz Henrique, cita ainda que os polímeros, utilizados na indústria de plásticos, compõem um importante segundo grupo,   representando cerca de 6% da pauta em 2020, enquanto em 2019 essa participação estava de 14%. Adubos e fertilizantes, tecidos sintéticos, lulas, utilizadas como isca na indústria pesqueira, coque de petróleo, são outros itens regulares na pauta importadora do RN.

“Embora existam importações de bens de consumo como alimentos (azeite de oliva, alimentos congelados, alho), artigos para o lar,  esses itens representam muito pouco no total e podemos deduzir que a grande maioria dos produtos de origem estrangeira consumidos pela população do RN tem sua importação realizada por empresas e distribuidores localizados em outros estados”, analisa Luiz Henrique.

Segundo ele, “muitas indústrias instaladas no Estado importam seus equipamentos, máquinas e peças de reposição, com ocorrências esporádicas de grande valor, quando esses  são nacionalizados no RN, o que é fator decisivo para dinamizar a economia e fazer as empresas funcionarem”. Neste ano, o setor médico-hospitalar fez algumas importações de itens utilizados no enfrentamento à pandemia da covid-19, embora em valores relativamente baixos.

“É importante observar que, apesar da grande expansão da energia eólica no RN, boa parte dos equipamentos e insumos importados para o setor não aparece na pauta do RN, indicando que sua nacionalização ocorre através de outros estados. Importações de placas fotovoltaicas têm aparecido regularmente, embora em valores ainda modestos”, afirma.

Relatório do CIN/Fiern mostra ainda que as exportações reduziram 18,8% na comparação entre agosto deste ano e o mesmo mês de 2019, e cresceram  55,87% ante julho deste ano. 

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