Incêndio atinge 10º andar no edifício Torre do Tirol

Publicação: 2011-09-17 00:00:00
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Um incêndio que começou por volta das 16 horas e que foi controlado às 19h30 de ontem, destruiu o apartamento de número 1010, situado no 11º andar do edifício Torre do Tirol, no número 998 da rua Almeida Castro com a rua Ângelo Varela. Os prejuízos foram apenas materiais, porque o Corpo de Bombeiros e os próprios moradores se encarregaram de avisar os vizinhos e trataram de evacuar o prédio.

Fogo começou à tarde no apartamento 1010, que ficou inteiramente destruído. Na hora do incêndio, o local estava vazio. Não houve vítimasO policial militar, Marcelo Carvalho tinha trabalhado pela manhã e estava de folga, quando começou o incêndio no apartamento, que fica acima ao da sua família. Ele disse que “ouviu o barulho do  fogo”, subiu ao 10º andar e ainda tentou entrar no apartamento, a fumaça não deixou,  mas conseguiu desligar a passagem de gás para o apartamento para evitar que incêndio ganhasse mais proporções.

Carvalho afirmou que não tinha nenhum morador no apartamento incendiado, porque a babá e uma criança estavam embaixo. Extraoficialmente, a informação obtida era de que o apartamento pertencia a um casal de engenheiros que trabalhou na construção do prédio, erguido pela Conisa.

Leila Azevedo e o marido são donos de um dos dois apartamentos situados no 12º andar, que não ficava acima do apartamento incendiado, mas do lado oposto. Nervosa e chorando, tinha medo do que podia ocorrer, caso o incêndio atingisse o andar superior: “Pelo que eu soube não teve nenhuma vítima, graças a Deus”.

Ela diz que pior que o  prejuízo material era queimar documentos e algumas coisas de cunho afetivo, como fotos de família e outros objetos pessoais: “Uma televisão a pessoa compra cedo ou tarde, mas aquilo que faz parte de sua vida tem um valor irrecuperável”.

Leila Azevedo disse que o apartamento dela não tem seguro, mas lembrou que por exigência da Caixa Econômica Federal o prédio tem, enquanto o seguro de cada apartamento “depende do morador”.

Tia do policial Marcelo Carvalho, a moradora Maria Carvalho Serpa disse que mora no primeiro andar do edifício Torre do Tirol, que foi entregue aos moradores há dois anos. “Eu vi uma coisa caindo no telhado e pensei: como se joga uma coisa dessa?”. Sem saber do que estava ocorrendo, ela foi informada minutos depois pelo sobrinho, que mandou todo mundo descer por causa do incêndio no prédio: “Eu acho que fui a última a sair”.

Perícia para detectar causas começa hoje

O Corpo de Bombeiros vai fazer  hoje a inspeção do edifício Torre do Tirol e no apartamento onde começou o fogo. O prédio inteiro foi isolado e os moradores dos apartamentos espalhados pelos 17 andares tiveram que dormir em outros locais.

Uma das dificuldades encontrada pelos Bombeiros no combate ao fogo foi que, depois de 30 ou 40 minutos, o sistema anti-incêndio do edifício parou de funcionar. “Os registros de passagem de água estavam fechados” e a reserva hídrica que existia não foi suficiente “e acabou rápido”, disse o tenente Couceiro.

As próprias mangueiras do edifício foram usadas e foi necessário mais de uma equipe dos Bombeiros,  “porque a ocorrência era complexa”. Segundo o tenente,  o sistema de ventilação do edifício não ajudou muito. “A água esquentava e caia em cima dos bombeiros”. Um bombeiro, inclusive, teve de ser atendido pelo Samu em virtude de queimaduras de terceiro grau, sendo socorrido para o pronto-socorro Clóvis Sarinho.

O sargento Mariano confirmou que o sistema anti-incêndio da edificação teve problemas. Um hidrante da Caern foi usado às 18h. O Serviço Técnico de Engenharia deve iniciar hoje as investigações sobre o incêndio.