Indústria potiguar está otimista com recuperação

Publicação: 2018-03-11 00:00:00 | Comentários: 0
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Pela primeira vez desde o início da crise, a indústria do Rio Grande do Norte começa a se mostrar otimista diante da situação econômica do país. Em 10 anos, o setor perdeu 7,7% de participação do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado. Nos anos de 2016 e 2017, no entanto, a situação se agravou ainda mais com a crise no setor de Construção Civil. Entre 2011 e 2017, foram cerca de 8 demissões diárias no setor industrial do RN.  Com a aprovação das reformas implementadas pelo Governo Federal, no entanto, o segmento começa a enxergar uma perspectiva de melhora para o ano de 2018.

Amaro Sales defende engajamento da classe empresarial do RN na tomada  de decisões políticas
Amaro Sales defende engajamento da classe empresarial do RN na tomada  de decisões políticas

Apesar do ano de 2017 não ser considerado “bom" pelas principais entidades da Indústria, apresentou alguns avanços, como o aumento nos investimentos no Estado. O Banco do Nordeste, por exemplo, investiu quase R$ 1,7 bilhão na economia potiguar, valor 38% maior do que no ano de 2016. Para Amaro Sales, presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), a palavra de ordem para o empresariado industrial em 2018 é otimismo.

Em entrevista concedida à TRIBUNA DO NORTE em dezembro do ano passado, Amaro deu destaque especial à aprovação da Reforma Trabalhista como um dos sinais de que o país estava caminhando para uma recuperação definitiva da crise.    “A modernização trabalhista gera a confiança de dias melhores para os empresários", disse.

Para ele, a reforma vai trazer a segurança jurídica necessária para aumentar a competitividade da indústria norte-riograndense e ampliar a geração de empregos no Estado.

Os impactos da Reforma, no entanto, só devem ser sentidos pelos diversos setores que movimentam a economia brasileira a médio e longo prazo. Enquanto a implementação da Reforma não é total, no entanto,  a confiança do setor industrial é reforçada pelas previsões de inflações, juros e taxa Selic baixos para este ano. E mesmo tendo apresentado quedas em três das quatro grandes categorias industriais nacionais, de acordo com dados do IBGE de março deste ano, a produção subiu 5,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Empresários precisam se engajar em decisões políticas

Apesar das boas perspectivas, Amaro Sales pondera que o momento de recuperação demanda um engajamento do empresariado em se unir aos demais setores para tomar parte nas decisões políticas que vem sendo tomadas no país. Em artigo publicado na TRIBUNA DO NORTE, Amaro destaca que, “Se a maioria - de todos os segmentos e níveis - convergisse para um projeto de País com uma pauta bem definida e com responsabilidade partilhados, o Brasil avançará muito mais", avalia.

A fala corrobora o posicionamento do empresário Flávio Rocha, presidente da Guararapes. Em fevereiro deste ano, o empresário lançou, em Nova York, o Manifesto Brasil 200, que chama o empresariado à tomar parte da política nacional, colocando  pautas e cobrando dos políticos medidas que defendam suas visões para o país. Em Natal, o lançamento aconteceu no Teatro Riachuelo e contou com a presença massiva do empresariado potiguar.

Uma das visões defendidas pelo presidente da Riachuelo, palestrante da 34ª edição do Seminário Motores do Desenvolvimento, aponta para a redução do Estado e ampliação do livre mercado. Para o presidente da Fiern, a discussão trazida por Flávio no Seminário é oportuna.

“Política e economia caminham juntas, e por isso as soluções devem ser pensadas de forma mais abrangente, com ambiente de negócios mais favorável, para buscarmos o capital externo. É importante estarmos discutindo junto com a classe empresarial os rumos do nosso país”, afirma.

Para Sales, o momento atual é de empreendedores e colaboradores andarem lado a lado a fim de tentar superar o momento de crise e as inseguranças jurídicas que ainda existem no país, e atrapalham a geração de empregos e investimentos.

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