Negócios e Finanças
Inflação mais alta
Publicado: 00:00:00 - 25/11/2021 Atualizado: 22:58:29 - 24/11/2021
Luiz antônio felipe 
laf@tribunadonorte.com.br

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revisa para cima a projeção da inflação medida pelo IPCA, de 8,3% para 9,8% neste ano, em linha com o mercado financeiro. Vai beirando os dois dígitos, motivada pela expectativa de alta mais intensa tanto dos preços administrados quanto dos bens e serviços livres. Já a variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi elevada de 8,3% para 9,8%, enquanto a previsão para INPC passa de 8,6% para 10,1%. O aumento das projeções do IPCA vem de revisão dos bens livres e dos preços administrados, com previsões que passaram de 7,9% e 12,9% para 10,3% e 15,6%, em cada.

ANÁLISE 
Os analistas destacam que o aumento expressivo dos preços das commodities no mercado internacional tem contribuído para a inflação no Brasil e em outras economias no mundo, mas há alguns fatores domésticos que explicam esta aceleração mais forte da inflação no país, como a estiagem, levando a adoção da bandeira de escassez hídrica e de reajustes da bandeira vermelha. Outro fator é a desvalorização cambial de 8,6% ao longo do ano.

FAMÍLIAS
Pesquisa da Federação do Comércio de São Paulo confirma que o fundo do poço chegou para as famílias brasileiras. O percentual de famílias com dívidas é recorde em 11 anos, com oito das 27 capitais, com a maior taxa histórica, de 71,4%. É a maior da série iniciada em 2010, sendo 15,6%. Em termos absolutos significa que dos 16,8 milhões de lares, quase 12 milhões tinham dívidas no fim de junho, mais de 733,9 mil famílias em relação a 2020.

RECEITAS
O recorde da arrecadação federal em outubro, de R$ 178,7 bilhões, comprova mais uma vez que o problema do Brasil, dos estados e dos municípios não é de falta de recursos. A receita obtida pelo governo teve alta real (descontada a inflação) de 4,92%, sobre outubro/20. O resultado foi o maior para o mês desde 2016 (R$ 188,425 bilhões), pela série corrigida pela inflação. Já a dívida pública federal caiu 1,29% em outubro. Que crise é essa?

ATIVOS 
O petróleo amanheceu ontem em queda e continuou até o fim dos negócios a US$ 78,30. A Bolsa encerrou o pregão em 104.675 pontos. O euro e o dólar fecharam em leve queda a R$ 5,594 e o euro a R$ 6,432. Já o PIB dos Estados Unidos cresceu 2,1% no terceiro semestre. No Brasil, a CNI diz que a indústria da construção tem o melhor desempenho do ano em outubro.     

CRÉDITO E CONFIANÇA 
A confiança está em baixa e a busca dos consumidores por crédito também. Em outubro registrou o menor crescimento do ano, na comparação com outubro de 2020, revela a Serasa Experian. O aumento de 5,6% foi impulsionado pelas regiões Norte e Nordeste. Os dados mostram a menor expansão desde o início de 2021, que até então, tinha marcado crescimento de no mínimo 11,2% em janeiro. O crédito continua sendo um forte aliado, principalmente, para a parte da população que precisa do recurso para fechar as contas no fim do mês, diz o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi.

PESSIMISMO 
A confiança do consumidor brasileiro cai a mínima em sete meses em novembro, diz a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Um indicador ruim em pleno trimestre de alta das vendas. Na Alemanha, a confiança empresarial piora com gargalos de oferta e onda de Covid-19. A crise de confiança pode estar se espalhando pelo mundo.

CONTAMINAÇÃO 
Uma previsão catastrófica. Com muitos cidadãos fugindo da vacina e a chegada do inverno com baixas temperaturas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que a União Européia pode chegar a dois milhões de mortos por covid-19 até março de 2022. Por conta disso, a confiança empresarial alemã piora com gargalos de oferta e onda de Covid-19.

CONTABILIDADE 
Em dois anos, o RN conquista 13 posições no ranking nacional de contabilidade pública. Com as finanças organizadas salta para o 14º lugar. O RN ocupava, até 2018, a última colocação no ranking de avaliação contábil das gestões estaduais, medido de forma independente pela Secretaria do Tesouro Nacional.  

PROMOÇÃO (I) 
Esquenta a concorrência da Black Friday, a partir de hoje até domingo. É um bombardeio de publicidade e marketing. Pesquisa mostra que 81% pretendem gastar com itens para si mesmos.  Os lojistas preveem faturar menos mesmo com recorde de vendas. Na disputa pelos clientes os bancos também estão entrando na Black Friday.

PROMOÇÃO (II) 
Na Black Week, o Sistema Indústria RN oferece serviços e cursos com descontos, até amanhã (26). O Sesi, Senai IEL e Fiern têm descontos de acordo com a Unidade de Mercado, com reduções nos valores de contratação que chegam a 50%. As empresas também podem contratar exames ocupacionais e consultas por especialidades com o mesmo desconto.

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