Inflação sob pressão

Publicação: 2020-09-11 00:00:00
Luiz Antônio Felipe 
laf@tribunadonorte.com.br

Os preços no atacado têm a maior alta desde 1994 e empurra o IGP-M ao patamar de 4,41% na 1ª prévia de setembro, apura a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A pressão dos preços administrados, dos alimentos e das tarifas é muito forte. As redes de supermercados orientam o consumidor a substituir o arroz pelo macarrão ou outro produto, enquanto os preços estiverem em alta. O RN já é um produtor de arroz vermelho, embora de pequeno porte. Essa atividade, como a do alho, precisa ser estimulada ainda mais.

Desoneração
O governo passa a apoiar a derrubada do veto do próprio presidente Bolsonaro, à desoneração da folha de salário de vários setores da economia do país. A medida permite a substituição da alíquota de 20% sobre salários por recolhimento de 1% a 4,5% sobre a receita bruta da empresa beneficiada. No RN milhares de empresas serão beneficiadas.

Varejo
As vendas no varejo do Brasil registram o terceiro mês de alta (5,2%) e melhor julho desde 2000 mantendo a expansão desde maio, informa o IBGE. Foi alto o percentual, embora tenha perdido força sobre os ganhos de 13,3% em maio e de 8,5% em junho, quando retornou ao nível pré-pandemia de coronavírus. O comércio varejista está 5,3% acima do nível de fevereiro.

Atividade
O Indicador Ipea aponta crescimento de 5% na demanda por bens industriais em julho. Essa alta de 5,8% no consumo de bens de capital sinaliza recuperação nos investimentos. Na comparação com julho de 2019, o indicador que mede a procura por bens industriais por meio da produção industrial interna não exportada, acrescida das importações, recuou 12,1%.

Pagamento
O que a coluna NEGÓCIOS & FINANÇAS já tinha adiantado - da capacidade financeira do Estado em cumprir com o pagamento de salário em 2020, inclusive com o 13°-, está confirmado pelo secretário de Planejamento e Finanças, Aldemir Freire. Agora é economizar ainda mais para pagar pelo menos, uma parte do atrasado de 2018. O décimo vai impulsionar as vendas de fim de ano e aumentar a arrecadação.

Aposta na retomada
O País deve ter recuperação em ‘V’, diz o CEO da Deloitte , Altair Rossato. Para ele, os gestores devem acompanhar de perto o “pulso” do seu cliente, para ajustar a oferta das empresas às novas demandas na pós-pandemia. Uma pesquisa mostra ainda que na pandemia o Brasil está em 51º de 122 países em índice de recuperação econômica. Faltando cerca de 100 dias para fechar o ano, a recuperação do Brasil deverá acelerar e reduzir as perdas do PIB.

Moedas
O mercado viveu ontem um dia de oscilações. O dólar fechou cotado a R$ 5,319, leve alta de 0,37%. A Bolsa subiu e depois despencou -2,43%, para 98.835 pontos. O preço do barril de petróleo (spot) foi vendido com preço em queda de -0,78% a U$ 36,99. Os estoques de petróleo crescem acima do esperado, em dois milhões de barris. A Petrobras reduz novamente os preços nas refinarias.

Negociação
A Caixa Econômica lança a campanha “Você no Azul” de renegociação de dívidas, até 31 de dezembro/2020. Promete desconto para pagamento à vista de até 90% do valor para contratos comerciais em atraso de pessoas físicas e empresas. O público alvo é de  clientes com dívidas vencidas no montante entre R$ 50 e R$ 5 milhões.

Incentivo
Pesquisa do Sebrae constata que metade dos microempreendedores individuais do país receberam o auxílio emergencial do governo. Do total de 10,7 milhões de empreendedores formais na categoria de MEI atualmente, apenas 12% não se enquadraram nos critérios para o benefício. Mais de cinco milhões de MEIs tiveram acesso ao auxílio.

Ambiente (I) 
O acordo União Européia-Mercosul e mais recursos do Fundo Amazônia dependem do Brasil, segundo analistas. Mesmo se o Brasil quisesse fechar um acordo bilateral com a UE, a questão ambiental poderia atrapalhar nas negociações. Diante dos problemas ambientais, o BC decide ampliar o limite de crédito rural para produtores sustentáveis.

Ambiente (II) 
A Unilever investe 1 bilhão de euros para eliminar os combustíveis fósseis dos produtos de limpeza e lavanderia até 2030. O investimento no programa "Futuro Limpo" vai promover o fim do uso de substâncias químicas derivadas de combustíveis fósseis, abrindo novos caminhos para a redução da pegada de carbono da empresa

Clima
A Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos confirmou ontem às condições de La Niña para 2020. Segundo o NOAA, essa condição deve permanecer até o Verão no hemisfério sul e o Inverno do hemisfério norte. Ainda de acordo com o relatório, o pico do La Niña vai acontecer entre os meses de novembro e janeiro. Um indicativo de chuvas no Nordeste brasileiro.






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