Influência das décadas

Publicação: 2020-01-25 00:00:00 | Comentários: 0
A+ A-
Alex Medeiros
alexmedeiros1959@gmail.com

Redescobre e apresenta
o ter, o ver, o saber
o jeito de escolher
no legado dos quarenta

Formaliza e sacramenta
o ser, o querer, o fazer
no quanto cabe viver
na essência dos cinquenta

Arrebata e arrebenta
o rito, o ritmo, o mito
em tudo que acredito
há resíduos dos sessenta

Tranquiliza e apascenta
o fato, o ato, o formato
naquilo que me retrato
há loucura dos setenta

Fantasia e aparenta
o belo, o pelo, o elo
no sonho que me revelo
a vivência dos oitenta

Contraria e atormenta
o giro, o tiro, o retiro
nas vezes que me refiro
à confusão dos noventa. (AMed)

Sobreira e o cinema
Caro Alex. No embalo da nota em sua coluna na TN, a respeito do sucesso de público de “Mamãe é uma peça 3”, me permito tecer alguns comentários sobre um assunto ligado ao nosso cinema. Creio que não lhe tenha passado despercebida a obsessão que vem acometendo a imprensa especializada, uma parcela da cinefilia e, claro, todos os segmentos responsáveis pelo fazer cinema pela conquista de um Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

Anualmente, quando o filme brasileiro é indicado para concorrer ao prêmio, é promovida uma "reunião" desses componentes em torno de um único objetivo - torcer e torcer fervorosamente, utilizando-se de todas as armas possíveis e imaginárias (vale até fazer promessa a santo) para a obtenção da feia estatueta. Tudo para nada. Ossos de minhoca.

E a obsessão se recrudesce -  e aí robustecida pelo pecado da inveja -  quando "eles" não se deixam esquecer que a Argentina já papou por duas vezes o cobiçado troféu. Mas os nossos "hermanos" fazem um cinema bem superior ao nosso, e não é de hoje. E até pouco mais de quatro anos outra obsessão roía parte dos "corações e mentes" dos brasileiros, essa ligada ao futebol -  a conquista da Medalha de Ouro Olímpica, obtida também pela Argentina e até pelo Uruguai, ambos em mais de uma ocasião. Finalmente, dessa eles se livraram. (Com uma ajudazinha da Alemanha...)

Desculpe ter me alongado um pouco. Um abraço do Francisco Sobreira.

Slogan genérico
O governo do estado está veiculando um material publicitário em que presta contas ao contribuinte. Transparência é essencial. Mas o slogan do material, “O Rio Grande tem Norte”, é cópia literal da assinatura do programa Mais RN.

Mesma coisa
O slogan do Mais RN, projeto lançado há algum tempo pela Federação das Indústrias, com apoio do mercado e desta Tribuna, inclusive, diz “O Rio Grande Agora tem Norte”, e tem o auxílio luxuoso da imagem de uma bússola.

Cidadão natalense
Os argumentos do vereador Cícero Martins para a concessão do título de cidadão ao deputado Eduardo Bolsonaro servem para centenas de parlamentares que ajudaram na transferência de verbas para alguma cidade.

Jogo de emendas
Na prática cotidiana da Câmara Federal é comum a um deputado interceder em favor de cidades que não pertençam ao seu estado. Há anos, os nossos federais também destinam emendas para as cidades vizinhos e d’alhures.

Sem culto
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), vetou na quarta-feira uma lei que referendava a criação de uma praça com o nome da vereadora carioca Marielle Franco. Ele justificou que não há interesse público nisso.

Na folia
A imagem de Marielle Franco estará na camisa do bloco carnavalesco do Sindicato dos Servidores do RN, acompanhado da frase “Marielle vive” (há controvérsias). A homenagem é ponto convergente entre o Sinsp e o governo.

Créditos: DivulgaçãoMarianneMarianne

Série cancelada
Nada pode ser pior do que gostar de uma série, criar expectativas quanto a uma nova temporada e acontecer a suspensão da obra. A Netflix cancelou a segunda temporada de Marianne, a boa série francesa de terror. Já havia acontecido comigo com a série Pan AM, de 2011, que só teve uma temporada.

Deixe seu comentário!

Comentários