Infovia potiguar: Ensino, Qualificação e Trabalho

Publicação: 2019-02-24 00:00:00 | Comentários: 0
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João Maia
Deputado Federal

Sérgio Fialho 
Professor da UFRN

Até os anos 60 o Rio Grande do Norte sofria com a falta de redes elétricas no interior do estado. Existia energia nas cidades mas, na maioria, ela era produzida com sistemas isolados: geradores movidos a diesel que forneciam uma energia fraca, instável e que precisava ser desligada a certa hora da noite deixando todos na escuridão. Foi uma ação governamental que trouxe a energia da hidrelétrica de Paulo Afonso e interligou todo o Estado.

Hoje, a história se repete com a internet. O sinal que chega às cidades do interior do Estado não atende a necessidade. Via de regra, as conexões são lentas, instáveis, pouco presentes e caras. 

Assim como a energia elétrica, a conexão digital virou gênero de primeira necessidade. Indispensável. Sobretudo depois de sua popularização e da dependência que passamos a ter dela para comunicação interpessoal e para acesso à informação. Também, pela migração de vários serviços cotidianos para plataformas online, como é o caso do atendimento bancário e do crescente comércio eletrônico. 

O nosso estado não pode mais ficar sem uma rede de fibra ótica que leve internet banda larga, de baixo custo, para todas as regiões e todas as cidades. Estamos falando de uma infraestrutura fundamental para o nosso desenvolvimento: a inclusão socio-cultural, a igualdade de oportunidades, o equilíbrio e a integração regional e a geração de emprego.

É hora da nossa bancada em Brasília se mobilizar em prol da  'Infovia Potiguar', um projeto que vem sendo trabalhado no âmbito da RNP e da UFRN com o apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia e o Instituto Metrópole Digital cujo objetivo é levar redes de fibra ótica para as regiões, interligando todo o Rio Grande do Norte com internet rápida e barata. 

A primeira etapa de construção desta Infovia já foi iniciada, com a implantação ainda neste ano de nove redes metropolitanas dentro das cidades de Mossoró, Caicó, Currais Novos, Santa Cruz, Pau dos Ferros, Assu/Ipanguaçu, João Câmara, Ceará-Mirim e São Gonçalo do Amarante. Em Natal já existe uma rede metropolitana construída, contando com mais de 500 km de cabos ópticos, chamada de Rede GigaNatal/GigaMetrópole, que opera desde 2008. Além destas redes nas cidades, serão também construídos trechos de longa distância interligando Caicó a Currais Novos, Currais Novos a Santa Cruz, Pau dos Ferros a Mossoró e João Câmara a Ceará-Mirim. A interligação das outras cidades mencionadas ocorrerá através de infraestrutura cedida pela RNP. A expansão desta iniciativa para beneficiar o restante do Estado depende de novos investimentos no setor.

O modelo de gestão deve ser a parceria público-privada, com a participação de provedores regionais que têm importante papel nesse processo. 
Além do uso privado, instituições públicas como escolas, universidades, hospitais e delegacias serão conectadas e terão salto de eficiência nos serviços prestados à população, com ganho de tempo e economia de recursos em todas as suas atividades.

A posição geográfica colocou o RN no caminho de cabos submarinos intercontinentais de telecomunicações e de dados que vêm da América do Norte e da Europa. Agora, precisamos fazer com que essas conexões nos beneficiem chegando ao interior e, com isso, abrindo janelas de oportunidade para maior acesso ao conhecimento, ao emprego e à renda - que advêm com a internet e suas infinitas possibilidades.
Ninguém estranhe se, depois disso, nos depararmos com startups, fábricas de aplicativos, call centers e outros negócios de alta tecnologia cheios de jovens talentosos e criativos contracenando com a paisagem seca do nosso sertão.






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