Insatisfação marca duelo alvinegro

Publicação: 2019-09-08 00:00:00
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É dentro de um clima de insatisfação, devido ao atraso no salário de jogadores e funcionários, que o Botafogo vai entrar em campo hoje para encarar o atlético-MG, no estádio Nilton Santos. A partida tem o início previsto para as 16 horas e vai reunir duas equipes pensando em reagir dentro do Brasileirão. A pesar do clima pesado, João Paulo descartou a possibilidade de os jogadores do Botafogo repetirem a atitude dos atletas do Figueirense, que em protesto por atrasos não entraram em campo contra o Cuiabá, pela Série B.

Créditos: Vitor SilvaGatito Fernandes sabe da responsabilidade que terá no gol botafoguense, se ele for bem e não for vazado pelo Atlético, deixará os cariocas mas perto da vitóriaGatito Fernandes sabe da responsabilidade que terá no gol botafoguense, se ele for bem e não for vazado pelo Atlético, deixará os cariocas mas perto da vitória
Gatito Fernandes sabe da responsabilidade que terá no gol botafoguense, se ele for bem e não for vazado pelo Atlético, deixará os cariocas mas perto da vitória

O meio-campista João Paulo garantiu que a crise financeira não vai afetar o desempenho dos jogadores em campo. “Acima de tudo está o clube, a instituição. A gente vai continuar defendendo como sempre fez, com todas as nossas forças, independentemente da situação e dificuldades. Fica essa nossa cobrança para que não continue sendo normal no Brasil essa situação de atrasos."

Os jogadores Carli, João Paulo e Gabriel expressaram o descontentamento com os constantes atrasos no pagamento dos funcionários do Botafogo  e fizeram uma cobrança pública à diretoria.

Na nota lida para membros da imprensa, os atletas destaca a insatisfação pelo difícil momento que eles e os funcionários estão  atravessando por questões de salários. “Nós, jogadores, e os funcionários. Queremos ser bem simples e bem claros. É um assunto muito delicado, mas que todos fiquem sabendo desse momento difícil que estamos atravessando junto aos funcionários", disse o zagueiro argentino Carli.

Ao contrário do protesto de julho, quando os jogadores ficaram sem dar entrevistas, desta vez a intenção é não divulgar os patrocinadores, por isso os jogadores não utilizavam os uniformes com os parceiros do clube.

“O problema é a falta de perspectivas e também por ser uma coisa muito generalizada. Há [também] a situação dos funcionários. Somos seres humanos, não somos máquinas. Nós, representando o grupo, falamos que isso tem que acabar. Não pode acontecer mais", completou Carli.

 No lado Mineiro, o experiente zagueiro Réver não se abalou com as três derrotas consecutivas sofridas pelo Atlético-MG no Campeonato Brasileiro. Aos 34 anos, o defensor confia em uma reviravolta do time no segundo turno e acredita na briga pelo título, que não é conquistado desde 1971.

“Muitos times que estão lá em cima vão acabar deixando a desejar, assim como times lá embaixo da tabela vão acabar subindo. O Campeonato Brasileiro é um campeonato muito diferente e muito gostoso de ser disputado, justamente por essas peculiaridades", disse o jogador, um dos líderes atleticanos.

O atacante Geovânio acredita que o segredo para recuperação é manter a organização da equipe durante os 90 minutos.

“A gente tem que se manter organizado, não podemos perder a organização fora de casa, isso é importante. O mandante sempre propõe o jogo, dentro da casa deles, mas, em certos momentos da partida, eles deixam alguns espaços e isso nos dá a possibilidade de poder atacar e fazer o gol", disse o camisa 49. “O segredo é se manter organizado e esperar o erro do adversário para poder fazer um gol e sair com a vitória”, completou Geuvânio.

Victor, Gustavo Blanco, Uilson e Maidana estão lesionados. Cleiton e Guga (Brasil), Ramón Martínez (Paraguai) e Otero (Venezuela) estão servindo suas seleções e também não vão atuar no Rio.

Uma provável escalação do Atlético-MG contra o Botafogo terá Wilson; Patric, Réver, Igor Rabello e Lucas Hernández; Jair; Elias, Vinícius, Cazares e Chará; Ricardo Oliveira (Di Santo).

O Atlético é o sétimo colocado no Brasileiro, com 27 pontos, nove atrás dos líderes Flamengo e Santos. A equipe soma oito vitórias, três empates e seis derrotas.





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