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Natal
Insegurança volta a afetar hospitais
Publicado: 00:00:00 - 27/09/2016 Atualizado: 22:39:07 - 26/09/2016
Aura Mazda
Edmo Nathan
repórteres

Por falta de ajustes, o contrato emergencial para admissão de vigilância nas unidades da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) ainda não foi finalizado. Desde maio, hospitais da rede estadual estão sem vigilantes. Em nota à imprensa, a Sesap informou que a Interfort Segurança de Valores Ltda., empresa responsável pela contratação dos profissionais, se comprometeu a colocar vigilantes em unidades críticas, como os hospitais de urgência, até que o contrato seja assinado. Na madrugada de ontem (26), no entanto, o Hospital Dr. José Pedro Bezerra, conhecido como Santa Catarina, segundo maior da capital potiguar, foi alvo de um ato de vandalismo.
Parte da vidraça da unidade quebrou. Ninguém ficou ferido

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Segundo relato de funcionários, um homem jogou uma pedra contra a recepção do pronto-socorro. O rapaz teria ido ao local procurando uma pessoa e, ao ser informado de que a mulher não estava, chutou a porta e, em seguida, jogou uma pedra. Ninguém ficou ferido. “A situação vivida na madrugada demonstra, mais uma vez, o terror que vivemos sem vigilância. Não é garantia de que atos criminosos não aconteçam, mas pode ajudar a impedir”, disse a diretora do hospital, Maria José de Pontes.

Durante a manhã de ontem, um grupo de vigilantes se reuniu com a gestora, para cobrar celeridade para que os 18 profissionais assumam os postos de trabalho, no Hospital Santa Catarina. “O que a secretaria nos informou, é que ainda está pendendo um registro na Polícia Federal, para aumento de insumos, como armas e coletes. Eu disse aos vigilantes, que somente isso está pendente para que eles voltem a trabalhar”, explicou  Maria José de Pontes.

A previsão é de que até a próxima sexta-feira (30), o contrato seja oficializado para que a partir do dia 1º de outubro todas as unidades estejam cobertas pela vigilância, segundo informações repassadas pela Assessoria de Imprensa da Sesap/RN. Ainda, de acordo com o órgão, no momento, o documento está em análise na Procuradoria Geral do Estado, seguirá para a Controladoria Geral do Estado e depois para a Sesap, cumprindo todos os trâmites burocráticos.
Vigilantes cobraram à diretora Maria José celeridade no contrato
Em reunião na manhã de ontem (26), a Interfort se comprometeu a colocar vigilantes no Complexo Hospitalar Monsenhor Walfredo Gurgel, na unidade central da Sesap, no Hospital Gizelda Trigueiro e também no Hospital Estadual Dr. Pedro Bezerra, o Santa Catarina, enquanto o contrato não for assinado.

O novo contrato manterá o número de 336 vigilantes do contrato anterior. A diretora da unidade, Maria José de Pontes, pede que a situação seja solucionada o mais rapidamente possível. Um dos funcionários, que preferiu não se identificar, relatou que há meses a unidade vive uma rotina de insegurança. “A gente vem trabalhar pedindo a Deus que nada nos aconteça. Quem fica na linha de frente, como no pronto-socorro, trabalha dia e noite com medo”, disse a funcionária.

Com o fim do contrato com a empresa Garra Vigilância, unidades hospitalares e de referência ficaram sem vigilantes. O processo de contratação emergencial de uma nova empresa foi aberto e finalizado em agosto. A proposta vencedora está orçada em R$ 1.531.611,96, mensais, o que corresponderá a um total geral para 180 dias de R$ 9.189.671,76.

No começo deste  mês, a Justiça do Trabalho concedeu decisão liminar em atendimento à ação do Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Norte (MPT/RN), para garantir a quitação integral das verbas devidas aos vigilantes. Dentre as determinações, foram bloqueados mais de R$ 6 milhões referentes ao contrato com a Secretaria Estadual de Saúde Pública.
Um homem atirou pedra contra a recepção do pronto-socorro
A ação pede ainda a condenação final da empresa Garra, dos sócios de fato/administradores e do grupo econômico ao pagamento de R$ 4 milhões, à título de indenização pelo dano moral coletivo causado. De forma subsidiária, foi requerida a condenação dos órgãos públicos contratantes, devido à falha na fiscalização do contrato, inclusive com renovações contratuais sucessivas, mesmo quando verificada a inadimplência da Garra Vigilância.



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