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Economia
Intenção de consumo das famílias cresce 2,9% em junho, revela CNC
Publicado: 00:00:00 - 02/07/2022 Atualizado: 23:36:13 - 01/07/2022
Rio (AE) - Os brasileiros ficaram mais propensos às compras em junho, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) cresceu 2,9% em relação a maio, o sexto mês seguido de avanços na série com ajuste sazonal.
Magnus Nascimento
Sondagem aponta que brasileiros ficaram mais propensos a compras. No 1º semestre deste ano, a intenção de consumo subiu 10,1%

Sondagem aponta que brasileiros ficaram mais propensos a compras. No 1º semestre deste ano, a intenção de consumo subiu 10,1%

O indicador alcançou 80,2 pontos, maior patamar desde maio de 2020, quando estava em 81,7 pontos. Na comparação com junho de 2021, o ICF cresceu 18,8%.

"O indicador cresceu em todos os meses do ano, apesar da inflação e dos juros mais altos. Isso pode ser atribuído às medidas de suporte à renda e à evolução positiva do mercado de trabalho. No primeiro semestre, o avanço na intenção de consumo foi de 10,1%", apontou a CNC, em relatório.

Apesar da melhora, a Intenção de Consumo das Famílias permanece na zona de insatisfação, abaixo dos 100 pontos. Todos os sete componentes investigados registraram expansão na passagem de maio para junto, embora apenas um deles esteja na zona de satisfação (acima de 100 pontos): a avaliação sobre o Emprego Atual teve elevação de 3,0% em junho ante maio, para 107,4 pontos.

Os demais quesitos com crescimento são Perspectiva Profissional (alta de 5,4% em junho ante maio, para 99,9 pontos), Renda Atual (alta de 3,5%, para 91,6 pontos), Acesso ao crédito (alta de 1,9%, para 82,4 pontos), Nível de Consumo Atual (alta de 1,2%, para 61,5 pontos), Perspectiva de Consumo (alta de 2,4%, para 77,4 pontos) e Momento para Compra de Bens Duráveis (alta de 1,4%, para 40,9 pontos).

Segundo a CNC, o mercado de trabalho continuou subsidiando o avanço no consumo, mas a elevação dos juros já desacelera o desempenho do acesso ao crédito.

Os dados da pesquisa mostram ainda diferenças na intenção de consumo de homens e mulheres, assim como entre faixas de renda. O ICF entre homens foi de 82,2 pontos em junho, ante um patamar de 75,8 pontos entre as mulheres.

Na análise por poder de compra, as famílias com rendimentos mensais acima de 10 salários mínimos tinham um ICF de 94,3 pontos, ante um resultado de apenas 77,3 pontos entre as famílias que recebiam até 10 salários mínimos por mês.

"No entanto, o aumento da intenção de consumo das famílias de menor renda foi mais intenso em 2022. Esse movimento ratifica os efeitos dos programas de renda e da melhora do mercado de trabalho, tendo em vista que as escolhas de consumo nas classes mais baixas são mais influenciadas pelas flutuações econômicas, por conta de o orçamento familiar ser mais apertado", avaliou o estudo da CNC.

IPC-S avançou 0,67% no mês passado, diz FGV

O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) acelerou a 0,67% no fechamento de junho, após 0,50% em maio, mas arrefeceu em relação à taxa da terceira quadrissemana, de 0,76%. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (1), pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador acumulou inflação de 10,31% nos 12 meses até junho, maior do que o avanço de 10,28% no período até maio. 

Seis das oito categorias de despesas que compõem o indicador arrefeceram na variação entre a terceira quadrissemana de junho e o fechamento do mês, com destaque para Educação, Leitura e Recreação (2,76% para 2,06%), puxada por passagem aérea (12,64% para 9,43%). Comunicação (-0,49% para -1,08%), Habitação (0,62% para 0,43%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,59% para 0,42%), Vestuário (1,47% para 1,26%) e Despesas Diversas (0,28% para 0,13%) foram os outros grupos a registrar desaceleração no período. 

Nessas classes, houve alívio em combo de telefonia, internet e TV por assinatura (-1,23% para -2,59%), taxa de água e esgoto residencial (2,21% para 1,09%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,23% para -0,68%), calçados masculinos (1,25% para 0,84%) e tarifa postal (2,03% para 0,21%), respectivamente. Por outro lado, Alimentação (1,01% para 1,30%) e Transportes (0,11% para 0,18%) registraram avanço em suas taxas de variação. Nesses grupos, os itens mais influentes foram frutas (-1,60% para 0,62%) e gasolina (-0,16% para 0,18%).

Etanol (-6,59% para -6,79%), combo de telefonia, internet e TV por assinatura (-1,23% para -2,59%) e cenoura (-31,93% para -27,29%) foram os itens que mais contribuíram para o arrefecimento do IPC-S entre a terceira quadrissemana e o fechamento de junho. Batata inglesa (repetiu a taxa de -7,45%) e cebola (-0,15% para -8,29%) completam a lista. Na outra direção, passagem aérea (12,64% para 9,43%), leite tipo longa vida (6,60% para 9,90%) e plano, seguro de saúde (0,76% para 1,17%), refeições em bares e restaurantes (0,67% para 0,84%) e automóvel novo (0,85% para 0,81%) foram os que mais pressionaram o indicador para cima.

Confiança empresarial avança no 4º mês seguido

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) subiu 1,4 ponto em junho ante maio, para 98,8 pontos, informou nesta sexta-feira (1), a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o indicador teve um crescimento de 7,0 pontos no segundo trimestre de 2022, após um recuo acumulado de 8,2 pontos nos dois trimestres anteriores.

"A confiança empresarial avança pelo quarto mês seguido, aproximando-se do nível neutro dos 100 pontos e sinalizando continuidade da fase de crescimento da atividade", avaliou Aloisio Campelo Júnior, superintendente de Estatísticas Públicas do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

O Índice de Confiança Empresarial reúne os dados das sondagens da Indústria, Serviços, Comércio e Construção. O cálculo leva em conta os pesos proporcionais à participação na economia dos setores investigados, com base em informações extraídas das pesquisas estruturais anuais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a FGV, o objetivo é que o ICE permita uma avaliação mais consistente sobre o ritmo da atividade econômica.

O Índice de Situação Atual Empresarial (ISA-E) cresceu 1,9 ponto em junho ante maio, para 100,0 pontos. O Índice de Expectativas (IE-E) avançou 1,6 ponto, para 99,7 pontos.

"Ao contrário dos meses anteriores, em que o Setor de Serviços vinha puxando as altas do ICE, desta vez os demais setores deram uma contribuição mais expressiva para a evolução do indicador. As expectativas empresariais são neutras em relação ao próximo trimestre, mas apresentam um viés ligeiramente pessimista no horizonte de seis meses, um sinal de que o setor produtivo projeta uma desaceleração da atividade ao longo do segundo semestre", completou Campelo Júnior.

Todos os grandes setores que integram o ICE mostraram melhora na confiança em junho, com destaque para o desempenho das avaliações sobre o momento atual. Apenas os serviços tiveram contribuição mais expressiva do componente de expectativas futuras, apontou a FGV.

A confiança dos serviços cresceu 0,4 ponto, para 98,7 pontos, e a do comércio subiu 4,6 pontos em junho ante maio, para 97,9 pontos. A indústria teve elevação de 1,5 ponto, para 101,2 pontos, enquanto a construção aumentou 1,2 ponto, para 97,5 pontos.

"Apesar da evolução favorável em todos os setores, apenas a confiança da Indústria alcança a faixa de neutralidade no fim do primeiro semestre do ano", frisou a FGV. Em junho, a confiança avançou em 31 dos 49 segmentos integrantes do ICE. A coleta do Índice de Confiança Empresarial reuniu informações de 3.896 empresas dos quatro setores entre os dias 1º e 27 de junho.

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