Internações crescem na rede pública de saúde em Natal

Publicação: 2020-11-24 00:00:00
Três hospitais públicos voltaram a apresentar ocupação máxima de leitos nesta segunda-feira (23). Segundo a Central de Regulação da Sesap/RN, o Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró; o Hospital Maternidade Divino Amor, em Parnamirim; e o Hospital Dr. Mariano Coelho, em Currais Novos, não tinham vagas nos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ao longo do dia. Juntas, as três unidades possuem 19 leitos críticos.

Apesar da ocupação nesses hospitais, a ocupação geral de leitos críticos no Rio Grande do Norte é de 47,21%. Há 93 leitos de UTI ocupados, 98 disponíveis e 6 bloqueados. 

No último dia 18, segundo a Central de Regulação da Sesap, as solicitações de internações na rede pública em um único dia chegaram a 50 registros. Esse é o número mais alto computado em exatos dois meses – no dia 18 de setembro, 53 solicitações foram realizadas. O número de pessoas internadas nas duas datas é praticamente igual, de acordo com os Boletins Epidemiológicos diários da Sesap: 214 em setembro contra 213 no último dia 18.

Hospitais privados
Nos hospitais privados, a internação subiu mais visivelmente. Nas últimas duas semanas, entre 9 de novembro e esta segunda-feira (23), o número de internados em leitos privados passou de 54 para 101, um aumento de 87%. Em leitos de UTI, considerando apenas a rede privada, o número mais que dobrou, de 25 para 60 internados.

Diretores de hospitais privados ouvidos pela TRIBUNA DO NORTE afirmam que nesse período houve um aumento perceptível de pacientes com suspeita de Covid-19 e de testes confirmados para a doença. “O aumento não é só nas internações, mas também nos pronto-socorros e demanda por testes. Isso acontece há duas semanas”, afirmou o presidente da Unimed Natal, Fernando Pinto, no dia 12 deste mês.

A maioria dos atendimentos clínicos são de jovens. Profissionais de saúde de hospitais privados comentam que é comum a maior parte dos suspeitos relatarem participações em festas ou outros ambientes com um maior número de pessoas. Na avaliação de especialistas, além de aglomerações, o aumento também está relacionado ao esquecimento de medidas de higiene básicas, como o uso da máscara, o não-compartilhamento de itens e o álcool em gel.