Inverno no semiárido foi melhor que 2018

Publicação: 2019-05-15 00:00:00 | Comentários: 0
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O período chuvoso do interior do Rio Grande do Norte se encerra em 2019 melhor do que no ano passado, mas as regiões do Trairi e Alto Oeste ainda estão sob a seca. A média de chuvas no estado, no período de março a maio, foi entre 600 e 800 milímetros, mas essas regiões ficaram com média de 400 a 500 milímetros. Por outro lado, a grande diferença entre a 'quadra chuvosa' deste ano e a de 2018 é a distribuição de chuvas. “Tivemos uma melhor distribuição este ano, com boas chuvas em quase todas regiões”, resumiu Gilmar Bristot, meteorologista da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn).

Gilmar Bristot, da Emparn, mostra a avaliação das chuvas no semiárido deste ano
Gilmar Bristot, da Emparn, mostra a avaliação das chuvas no semiárido deste ano

A média de chuvas no ano passado foi semelhante (600 mm), mas elas estiveram concentradas na região do Vale do Açu. Esse ano, com exceção das regiões ainda em seca, da cidade de Currais Novos e do litoral (o período chuvoso do litoral é entre maio e julho), todas as outras conseguiram melhorar os níveis hídricos. Exemplo disso é a recuperação hídrica da barragem Armando Ribeiro Gonçalves, a maior do estado. O reservatório iniciou o período chuvoso com 11,3% da capacidade e encerra com 33,5%.

O balanço feito por Bristot leva em consideração as chuvas que caíram até essa terça-feira, 14. Excluindo as cidades do litoral, 50 municípios estão considerados normais ou chuvosos e outros 50 seco ou muito seco, sendo a maioria no Alto Oeste. Outras 40 não enviaram informações meteorológica para a Emparn. A situação pode se inverter até o final do mês, quando as condições climáticas favoráveis às chuvas se acabam completamente.

“Hoje, o que se preocupa mais mesmo é a região do Alto Oeste, principalmente Umarizal, Pau dos Ferros. Esses locais não estão com os reservatórios cheios e não são propícios à perfuração de poços porque a água é salobra”, afirmou o meteorologista da Emparn. “Já a região do Trairí também está seca, mas pode ser influenciada pelas chuvas que ainda podem cair no interior até o fim do mês ou até pelo período chuvoso do litoral”.

No ano passado, eram 57 cidades consideradas secas ou muito secas no mesmo período de maio. Outras 51 cidades eram consideradas normais, chuvosas ou muito chuvosas.

Comparando com a situação do ano passado, os mapas do Monitor de Secas do Nordeste mostram uma melhora significativa da seca no estado. O último mapa lançado foi no final de março deste ano, sendo possível observar que um quarto do território estava sob uma seca “fraca” e outro quarto na “seca moderada”. No ano passado, quase 70% do território estava seco e a região central era considerada sob uma “seca extrema”.

O volume de chuvas observado foi dentro da previsão feita pela equipe da Emparn no início do ano. Em alguns locais, as chuvas superaram os 800 milímetros. Sete reservatórios atingiram a capacidade máxima. O reservatório de Pau dos Ferros, por outro lado, tem apenas 1,53% do volume total, de acordo com a medição feita pelo Instituto de Gestão de Águas do RN (Igarn).

Apesar do equilíbrio das chuvas, a região central se sobressaiu. Até essa segunda-feira, 13, boas chuvas caíram na região. As maiores foram no município de São Vicente, com 95,4 milímetros de chuva, e Florania, com 90,6 milímetros. “Essas chuvas podem continuar até o fim do mês, de acordo com a previsão que vemos nos mapas”, explicou Gilmar.







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