IPCA de outubro é o menor para o mês em vinte anos

Publicação: 2019-11-08 00:00:00 | Comentários: 0
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O aumento nos preços da gasolina e das carnes pressionou a inflação oficial no País em outubro, mas a conta de luz mais barata manteve o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em patamar comportado, a 0,10%, menor resultado para o mês em mais de duas décadas. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 7, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em outubro, a tarifa de energia elétrica sofreu recuo de 3,22% e contribuiu para queda do IPCA
Em outubro, a tarifa de energia elétrica sofreu recuo de 3,22% e contribuiu para queda do IPCA

A taxa acumulada em 12 meses desceu a 2,54%, abaixo do piso de tolerância da meta de 4,25% perseguida pelo Banco Central este ano. Embora seja esperada uma nova aceleração nos próximos meses, o cenário inflacionário permanece favorável à nova redução na taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 5% ao ano.

“O cenário é condizente com a nossa expectativa de mais um corte de 0,5 ponto porcentual (na Selic) na reunião do Comitê de Política Monetária em dezembro, e acreditamos em mais um corte de 0,25 ponto porcentual na reunião subsequente, em 2020. A taxa de juros vai para 4,25% e permanece nesse patamar ao longo de todo o ano que vem", previu Fábio Romão, economista da LCA Consultores.

A inflação está em patamar confortável, embora a taxa em 12 meses deva acelerar em novembro, corroborou Pedro Kislanov, gerente do Sistema Nacional de Índices de Preços do IBGE. “A taxa em 12 meses está influenciada por uma deflação de 0,21% em novembro de 2018. Se tiver qualquer variação positiva em novembro deste ano, o IPCA em 12 meses volta a acelerar", explicou Kislanov.

A LCA espera que a inflação encerre o ano em 3,36%. A projeção do Itaú Unibanco é de 3,30%.

Em outubro, a tarifa de energia elétrica recuou 3,22%, item de maior impacto negativo sobre a inflação do mês, o equivalente a -0,13 ponto porcentual. A queda na conta de luz é resultado, entre outras cosias, da entrada em vigor da bandeira tarifária amarela, com cobrança extra de R$ 1,50 para cada 100 quilowatts-hora consumidos, em substituição à bandeira tarifária vermelha patamar 1 que cobrava em setembro R$ 4,00 a cada 100 quilowatts-hora consumidos. Apesar da trégua, a tendência é de nova pressão da conta de luz sobre o orçamento das famílias em novembro.

Além da energia elétrica, são esperadas pressões em novembro do reajuste de jogos de loteria, alimentos in natura e carnes, segundo a LCA Consultores.






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