IPCA sobe puxado por energia elétrica e gás

Publicação: 2017-11-12 00:00:00 | Comentários: 0
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O aumento nas contas de luz e gás de botijão pressionaram a inflação em outubro, mas o cenário permanece benigno para os preços na economia. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo acelerou de 0,16% em setembro para 0,42% no último mês. O resultado é bem próximo das expectativas mais otimistas de analistas do mercado financeiro.

Os dados foram divulgados na sexta-feira, 10, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa acumulada no ano, de 2,21%, foi a mais baixa para o período de janeiro a outubro desde 1998. Segundo especialistas, o desempenho corrobora as expectativas de que o Banco Central mantenha o ciclo de cortes na taxa básica de juros, apesar das incertezas sobre a reforma da Previdência.

“Se isso continuar se repetindo, se a inflação continuar nessa toada boa e a atividade seguir não muito robusta, abre a janela para que o Banco Central talvez se anime um pouco mais quanto à inflação. O que está em jogo é se a porta continuará aberta, se a Selic vai parar em 7,0%, ou se cairá mais em fevereiro. Para dezembro, o BC tem deixado claro que juro vai a 7,0%", afirmou o economista Daniel Gomes da Silva, do Modal Asset Management.

O aumento na energia elétrica e no gás de botijão respondeu sozinho por 0,17 ponto porcentual da inflação. A tarifa de energia elétrica subiu 3,28%. Em outubro, a bandeira tarifária vermelha patamar 2, com uma cobrança adicional de R$ 3,50 a cada 100 Kwh consumidos, substituiu a bandeira amarela vigente em setembro, que previa um adicional de R$ 2 a cada 100 Kwh consumidos.

Pressão

A conta de luz continuará pressionando o IPCA em novembro, com a manutenção da bandeira vermelha em patamar 2, mas com um reajuste na cobrança adicional, que passa de R$ 3,50 para R$ 5,00 a cada 100 Kwh consumidos. Já o gás de botijão ficou 4,49% mais caro no mês passado, reflexo do reajuste médio de 12,9% nas refinarias, em vigor desde 11 de outubro. O gás de botijão já acumula no ano aumento de 61,96% nas refinarias, o que provocou elevação de 12,98% no preço ao consumidor.

As famílias, porém, voltaram a gastar menos com alimentação, pelo sexto mês seguido. O preço dos alimentos para consumo em casa diminuiu 0,17% em outubro. A taxa de inflação acumulada em 12 meses acelerou de 2,54% em setembro para 2,70% em outubro, mas ainda não há impacto de uma suposta melhora da demanda, e sim da normalização do nível de preços, que estavam muito baixos no ano passado devido à crise econômica.

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