Júri é adiado por acusado rejeitar defensor público

Publicação: 2019-03-28 00:00:00 | Comentários: 0
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O júri popular dos acusados de serem mandantes da morte do radialista Francisco Gomes de Medeiros, o F. Gomes, foi adiado mais uma vez. Previsto para esta quarta-feira (27), o júri foi adiado depois que um dos acusados recusou ser defendido por um defensor público. Ele recebeu voz de prisão após o episódio.

O jornalista e radialista conhecido como F. Gomes, foi assassinado em 18 de outubro de 2010
O jornalista e radialista conhecido como F. Gomes, foi assassinado em 18 de outubro de 2010

O júri marcado para esta quarta-feira tinha o objetivo de julgar o pastor Gilson Neudo Soares do Amaral e o comerciante Lailson Lopes, conhecido como Gordo da Rodoviária, acusados de encomendar e planejar a morte de F. Gomes, em outubro de 2010, em Caicó. Essa foi a segunda vez que o júri havia sido marcado, já que em julho de 2017 o Gordo da Rodoviária dispensou o advogado no momento do julgamento.

Sem advogado desde então, Gordo da Rodoviária aguardava o julgamento em liberdade. Porém, a juíza Eliana Alves Marinho determinou a prisão preventiva do acusado porque entendeu que o Gordo da Rodoviária estava tentando tumultuar o processo. O acusado tem 5 dias para constituir um novo advogado.

Com o adiamento, Gordo da Rodoviária e Gilson Neudo, que já estava preso, irão a júri popular em 15 de abril.

Em maio de 2012, a então delegada Sheila Freitas, da Divisão Especializada em Investigações e Combate ao Crime Organizado (Deicor), confirmou que F. Gomes teria sido assassinado a mando de pessoas que formaram um “consórcio” para financiar o crime. Segundo ela, esse “consórcio” seria responsável por angariar R$ 10 mil e repassar a João Francisco dos Santos, o Dão, autor confesso do assassinato e que está preso. De acordo com a delegada, o “consórcio” seria formado pelo advogado Rivaldo Dantas de Farias, pelo ex-pastor evangélico Gilson Neudo Soares do Amaral e pelo comerciante Lailson Lopes. Citados naquele ano na investigação, o tenente-coronel Marcos Antônio de Jesus Moreira e o soldado da Polícia Militar Evandro Medeiros acabaram excluídos do processo.

Após vários depoimentos ao delegado Ronaldo Gomes, que presidia o inquérito à época, Dão afirmou que tinha jurado de morte o comunicador desde 2007, quando foi preso por roubo qualificado depois de denúncia feita por F. Gomes.
'Dão' e o 'Gordo da Rodoviária' estão presos. O mototaxista está na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, na Grande Natal. Já o comerciante, encarcerado na Cadeia Pública de Patu, na região Oeste potiguar. Além deles, o único que está preso é o ex-pastor Gilson, que cumpre pena por tráfico de drogas no município de Pau dos Ferros, também na região Oeste.

Memória
O jornalista e radialista Francisco Gomes de Medeiros, mais conhecido como F. Gomes, foi assassinado na noite do dia 18 de outubro de 2010, na cidade de Caicó. Ele estava na calçada de casa, na rua Professor Viana, no bairro Paraíba, quando um homem chegou numa moto e abriu fogo. Atingido por três tiros fatais, foi levado para o Hospital Regional, mas não resistiu aos ferimentos. F. Gomes tinha 46 anos, era casado com Eliane Gomes e pai de 3 filhos.



ERRAMOS: A reportagem acima — sobre o assassinato do radialista Francisco Gomes de Medeiros, conhecido como “F. Gomes” — foi atualizada para retificação de informação quanto às citações relativas às pessoas de Marcos Antônio de Jesus Moreira e Evandro Medeiros, à época militares da Polícia Militar do Rio Grande do Norte. Originalmente, a matéria supracitada tratava os dois militares como partes ainda integrantes da ação criminal, citando-os como membros do suposto consórcio formado para financiar o homicídio. Mas em reportagem publicada no dia 5 de abril de 2016, a TRIBUNA DO NORTE já havia informado que ambos tinham sido excluídos do processo que tramita na Justiça Estadual.


Atualizada às 16h26 do dia 20/09/2019







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