Jogadores defendem continuidade de competições de futebol

Publicação: 2020-11-22 00:00:00
A Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol – Fenapaf – que tem à frente o potiguar Felipe Augusto Leite, afirma que os atletas seguem confiando nos protocolos adotados pela CBF. “Parar jamais. Os jogadores precisam de alimentos para a família. Fizemos uma pesquisa sobre isso com os atletas”, explica. O questionamento surgiu após o aumento dos casos de infecção por covid-19 nos clubes que estão na Série A do futebol brasileiro em relação à última rodada. Na quarta-feira, 55 atletas estavam afastados em razão do novo coronavírus, contra 43 na última semana. Esse número ainda aumentou ao longo do resto da semana.
Créditos: Júnior Santos/Arquivo TNFelipe Augusto comenta que jogadores precisam de salários e por isso defendem continuidadeFelipe Augusto comenta que jogadores precisam de salários e por isso defendem continuidade

A pesquisa a que Augusto se refere foi divulgada pela Fenapaf no mês de junho e tratava sobre a importância da volta às atividades do futebol em meio à pandemia. A consulta foi realizada em conjunto com a consultoria Esporte Executivo, especializada em gestão esportiva, foram ouvidos 734 atletas profissionais de futebol de todos os estados do país entre os dias 16 e 21 de maio de 2020, que puderam indicar suas preferências e motivações. A pesquisa possui quatro blocos de analise: Masculino (Bloco 01: Série A, Bloco 02: Série B + C, Bloco 03: Série D + Regionais) e Feminino (Bloco 04). O índice de confiança da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de 4%.

Na época, os que desejavam o retorno, justificaram que os atletas entendiam haver uma estrutura para prevenção à contaminação do covid-19. Para 24%, jogador de futebol tem carreira curta e existe a necessidade de jogar por ela.  

A pesquisa ainda questionou aos jogadores se sentia que seus respectivos clubes ofereceriam a estrutura necessária para um eventual retorno seguro para a saúde dos atletas. Para 70% deles existe a confiança no clube nesse aspecto. Os outros 30% não acreditam que seus clubes serão capazes de oferecer essa estrutura segura.

A Fenapaf esteve reunida em vídeo conferência com a CBF por várias vezes, a fim tratar dos protocolos adotados pela entidade no jogos. Um desses principais encontros reuniu os atletas Hudson (Fluminense) e Júlio César (Red Bull Bragantino), juntamente com o Presidente da Fenapaf, Felipe Leite, acompanhado de Washington Mascarenhas, Thais Picarte e Marcos Gaúcho(Safece). Representando a CBF, o Secretário Geral Walter Feldman, Drs. Jorge Pagura e Sérgio Wey, médicos da CBF. Foi dada uma  explicação detalhada do protocolo de segurança contra o Covid 19 da CBF, aprimoramentos realizados a cada rodada, correção de métodos e perspectivas de abrandamento da crise.

De um modo geral, foi dito pelos atletas que as medidas de segurança estão sendo bem ministradas, outros contactados pela entidade se manifestaram pelo prosseguimento das competições, sempre com a observância plena de que os melhoramentos das medidas de segurança devem ser a questão principal no momento.

A CBF se prontificou em continuar atualizando os procedimentos de segurança à todos os envolvidos nas partidas, além de priorizar a opinião dos atletas para que possam ir ajustando e melhorando o protocolo.

Entre os clubes da Série A, a situação mais grave era a do Palmeiras, que conta com 15 jogadores infectados. O técnico Abel Ferreira teve que se adaptar aos desfalques para o confronto com o Ceará, no Castelão, pela Copa do Brasil.

De acordo com os dados da última quarta, o Santos tinha 11 jogadores infectados, além do técnico Cuca, que chegou a ser internado por causa da doença, mas recebeu alta.

Logo atrás estavam o Atlético-MG, com oito jogadores infectados e mais o treinador argentino Jorge Sampaoli. No Vasco, foram confirmados sete casos ativos.

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