José Daniel Diniz é nomeado reitor da UFRN

Publicação: 2019-02-10 11:30:00 | Comentários: 0
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Ramon Ribeiro
Repórter

Na última sexta-feira (8) foi publicada no Diário Oficial da União a nomeação do professor José Daniel Diniz como novo reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Diniz ocupava o cargo de vice-reitor na gestão de
Ângela Paiva, e exercerá o novo cargo por quatro anos a partir do dia 28 de maio. O professor foi candidato único e se elegeu com 8.988 votos de um total de 9.537 votantes.

José Daniel Diniz é professor do Departamento de Engenharia, tem 22 anos de UFRN, já foi Chefe do Departamento e diretor do Departamento de Tecnologia. Em entrevista à Tribuna do Norte, ele contou quais serão os primeiros desafios da sua gestão. “Antes de tudo, é bom dizer que fui candidato único, o que reforça que a universidade está toda empenhada num projeto. E eu chego para dar continuidade”, diz. Confira a entrevista.

José Daniel Diniz acredita que será um desafio manter o planejamento de atividades com o orçamento previsto

Quais os primeiros desafios?
Nossa prioridade será na Qualidade Acadêmica. Vamos criar condições de melhor ainda mais nesse aspecto, reduzindo a evasão estudantil, diminuindo as reprovação, melhorando na inclusão de pessoas com deficiência. Também queremos consolidar a presença da UFRN no interior, expandindo as ações em Caicó e Currais, onde temos a Escola Multicampi de Ciências Médicas. Em Santa Cruz precisamos consolidar a estrutura do Hospital Maternidade. As obras começaram no ano passado, custam quase R$ 20 milhões.

Há previsão de abertura de novos cursos?
Já temos pré aprovado um curso de Terapia Ocupacional para Santa Cruz. Agora vamos implantar. Em Currais Novos, onde queremos consolidar como campus, temos um projeto para abrir um curso de Engenharia de Produção. Foi uma demanda dos próprios estudantes. Fizemos uma audiência pública na Câmara de Vereadores e os alunos do Ensino Médio pediram algo na área de Engenharia. Mas no caso de Currais Novos ainda vamos conversar com o MEC.

Como está a situação do orçamento da UFRN?
O orçamento de 2019 é de R$ 1,5 bilhões. A maior parte desse valor é para pagamento de pessoal. O que sobra é pra custeio e investimento. Para custeio recebemos R$116 milhões. O valor é 2% maior que o do ano passado, mas ainda assim está abaixo da inflação. E nossos maiores gastos são com terceirização de mão de obra e energia elétrica, que tiveram aumento acima da inflação. Já na área de investimento teremos R$ 9 milhões. O valor é insuficiente, basta lembrar da obra de Caicó. Mas futuramente vamos ao MEC defender nossos projetos. Além dos recursos citados, também temos R$ 30 milhões para assistência estudantil. Temos feito uma gestão muito responsável do orçamento. A UFRN é uma das poucas universidades  do  país que fez os ajustes financeiros sem afetar a Qualidade Acadêmica e o auxílio estudantil. Encerramos o ano passado com todos as contas pagas.

Muito se tem especulado sobre possíveis mudanças que o governo Bolsonaro pretende fazer no Ensino Superior. O que vocês prevêem para os próximos anos?
Não se tem muita informação concreta de medidas que o governo pretende tomar em relação  ao Ensino Superior. E para esses assuntos de ordem nacional, que envolve todas as universidades, temos a Andifes. É nossa forma de diálogo com o governo. Há duas semanas nossa associação teve o primeiro contato com o novo ministro. Mas foi um encontro mais de apresentação.

Setores da sociedade tem questionado o papel dos professores. Se fala de “doutrinação” em sala de aula. Já chegou a reitoria reclamações nesse sentido?
Não tem sido um problema na UFRN. Defendemos que as universidades sejam um espaço aberto de pensamento e com liberdade de expressão. É algo que está previsto na Constituição. E o próprio STF definiu por unanimidade recentemente que o professor tem total liberdade em sala de aula. As pessoas estão achando que nas universidades existe uma única linha de pensamento. Não é assim. A universidade não é uma ilha. Não somos diferentes do que é a sociedade. Temos de tudo.







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