#JovemPontoCom: A primeira eleição de Débora Rocha

Publicação: 2018-10-06 00:00:00 | Comentários: 0
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Milka Moura
Repórter

Você lembra quando votou pela primeira vez? O próximo dia 7 de outubro é um dia importante para a  democracia. Em todo o país 147.306.275 eleitores vão às urnas para decidir seus futuros representantes. Um dia importante também para aqueles que irão exercer esse direito pela primeira vez. Segundo o TSE, adolescentes entre 16 e 17 anos representam 0,95% do eleitorado este ano.

Débora, é uma jovem de 17 anos que vai votar pela primeira nestas eleições
Débora, é uma jovem de 17 anos que vai votar pela primeira vez nestas eleições

O voto para pessoas entre essa faixa-etária não é obrigatório, mas a consciência da importância desse ato  move muitos jovens até as urnas. Foi essa consciência que levou a estudante Débora Rocha, de apenas 17 anos, a escolher votar nessa eleição. Débora faz o último ano do ensino médio, estuda Edificações e concilia o seu tempo com os estudos para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) que acontecerá logo mais em novembro. Ela também é ativa nos movimentos sociais. Desde que era caloura, participa do movimento Mulheres Independentes Por Uma Geração Autônoma (MIGA), que une as jovens mulheres de sua escola para debate, discussões e mobilizações que fazem parte do cotidiano feminino. A estudante enxerga o voto como uma forma de transformação social na vida das pessoas e acredita que o voto é uma conquista importante, que por muito tempo nos foi negado.

Ela tirou o título de eleitor no início deste ano, e faz parte dos jovens  que irão encarar o desafio de enfrentar as urnas eletrônicas no próximo domingo. Seu interesse por política sempre veio acompanhado da vontade de transformação, relembra que quando mais nova acompanhou os protestos em todo o país no ano de 2013, e isso despertou uma vontade que iria seguir ela por muito tempo, “Eu já tinha o ímpeto de fazer alguma coisa, e não estar passiva nesse ambiente que me rodeava” conta.

Ao ser questionada sobre o que a leva a querer votar, a resposta é quase que imediata, “para usar esse direito que a gente adquiriu com muita luta, principalmente as mulheres, para tornar as coisas melhores para todos, e garantir que tudo que a gente já conquistou seja assegurado.”  Também não foi uma opção o voto em branco, Débora explica que sempre acreditou no poder do voto, mesmo que o cenário político seja um tanto caótico, “Por ter sido um direito duramente conquistado e por ser uma coisa muito simbólica e muito significativa hoje, eu sei que eu preciso exercer o meu papel como cidadã.” resume.

Para discutir sobre o assunto, além de estudar muito, a estudante conversa com os amigos, e também discute sobre essas questões em coletivos políticos onde estuda. Como ser político, e ativo na sociedade, o assunto sempre está presente na sua rotina.

Nessa reta final, onde a disseminação de noticias falsas toma conta das redes sociais, Débora conta que todo cuidado é pouco na hora  de discutir política, ao conversar com os amigos, por exemplo, ela está sempre procurando checar as informações que recebe, “A gente precisa ter essa troca de conhecimento real, e sempre checar a veracidade das informações. Não é só ouvir o que o colega tem a dizer, mas também confirmar se o que ele está dizendo é verdade.” Explica.

O processo da escolha de seus candidatos foi também uma das etapas mais importantes nesse processo. Débora conversou com os pretendentes, assistiu debates televisivos, analisou as propostas e os planos de governo e pesquisou o histórico dos candidatos, tudo isso ela descreve como peça fundamental para se ter segurança de que o candidato que escolher, vai cumprir com o que promete, “Se eu voto em um plano eleitoral que eu democraticamente escolhi, e outras pessoas também, eu preciso ter certeza de que aquele plano com o qual tal candidato foi eleito, vai ser cumprido.”

Débora mora com a mãe e confessa que, mesmo depois de um dia de cansativo, não perde a oportunidade de chegar em casa, e compartilhar suas opiniões sobre o assunto.

Mas, para a estudante, o futuro pós-eleições não vai ser tão fácil assim, a esperança de quem está começando agora a construir seu futuro também é seguida por um pouco do dilema de quem acredita que os problemas atuais se dão através de um processo histórico que vai além de todos nós. Apesar disso, a experiência de poder começar a participar da transformação de um país é animadora. 

Débora, jovem.com
Nome: Débora Stefani Rocha Pontes

Data de Nascimento: 07/12/2000

Idade: 17 anos

Naturalidade: João Pessoa/PB

O que faz: Estudante

Hobbies: Ir à praia, ler, estar entre os amigos


“Os processos políticos não se resumem à eleição. a questão mais importante dentro da conscientização política. é a do cidadão se enxergar como o chefe dos políticos. eles trabalham pra nós e nós temos que demonstrar os interesses populares.”

“Exercer meu papel como cidadã não é só encontrar o candidato ideal, mas é encontrar o melhor dos candidatos.”










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