#JovemPontoCom: Um sopro de música e esperança

Publicação: 2019-11-09 00:00:00 | Comentários: 0
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Matteus Fernandes
Repórter

Como o vento que leva para longe as dificuldades e traz os novos ares de esperança, Davi Guido, Lauanda Borges e Pedro Henrique Feliciano sopram em seus instrumentos musicais não só uma nova oportunidade de inserção cultural e lazer, mas também a possibilidade de um dia se tornarem notáveis músicos. Os três fazem parte da Filarmônica de Mãe Luiza, um projeto musical que existe desde 2016. Quando se diz que sopram, eles realmente puxam o ar dos pulmões para, em sintonia com suas mãos e instrumentos, produzir melodias que encantam qualquer ouvinte. Davi Guido, o mais experiente dos três, tem 16 anos e toca saxofone. Já Pedro Henrique, de 14 anos, estuda o trombone. A caçula do trio, Lauanda Borges, de 12 anos, se aventura no clarinete.

Lauanda
                          Lauanda Borges de 12 anos integra a Filarmônica de Mãe Luiza

Mundo Novo
Moradores de Mãe Luiza, eles treinam quase que diariamente na escola de música do bairro. A relação mais direta com a música, embora recente, já proporcionou experiência de um mundo novo. Participante da Filarmônica desde o início no projeto, Davi, ou Guido, como é chamado pelos professores e colegas, gostou e se dedica tanto ao aprendizado musical, que recentemente foi aprovado em um curso técnico da Escola de Música da UFRN.

Guido
Incentivado pelo pai músico, Guido tem o sonho de um dia se tornar um instrumentista, apesar de reconhecer dificuldades. “Hoje em dia é bem difícil viver da música, eu tenho esse objetivo, mas  também posso optar por seguir na carreira militar e conciliar, porque aí eu já tenho uma estabilidade”, explica o jovem, que disse ser a disciplina um dos principais fatores que mudaram na sua vida, desde que começou a estudar música com afinco.

Lauanda
Lauanda também já compartilha da vontade de se tornar musicista. A jovem bastante extrovertida e sorridente já tem uma meta traçada para o futuro: “Eu pretendo entrar para a OPC [Orquestra Potiguar de Clarinetas], que é muito bonita, por sinal. Eu vou tentar chegar lá”, cravou.

A forte ligação que ela tem hoje com a música, se dá pelo fato de os instrumentos terem lhe propiciado uma integração social que não existia. “Antigamente, eu ficava muito em casa, e agora eu saio mais, eu caminho mais, eu sorrio mais, eu vivo mais. O meu jeito de ver a vida mudou depois que eu comecei a tocar”, exclamou a menina.

Lauanda tem a percepção de que a inserção social por meio da música, inclusive, pode mudar a realidade da sua comunidade. “Quando eu disser que vim de lá, as pessoas já vão ter um olhar diferente para Mãe Luiza”, acredita.

Pedro Henrique
Diferente dos dois colegas, que já haviam tocado algum instrumento antes de entrar na filarmônica, Pedro Henrique veio ter o seu primeiro contato com a música há dois anos. Tem sido uma experiência nova e que ele tem se empenhado e gostado muito: “Edilza [uma das coordenadoras do projeto] me perguntou se eu queria participar de uma banda e eu respondi pode ser. Eu entrei, gostei e estou aqui até hoje”.

Filarmônica

Futuro próximo
Por meio dos sons, ritmos, notas e partituras cada um deles descobriu um espaço artístico que nunca imaginaram ter acesso. Já plantada a semente do interesse pela música, a expectativa é de, em um futuro próximo, ver os bons frutos colhidos, de novos grandes talentos.

A inspiração para mostrar que eles são capazes vem dos próprios professores. Todos os três educadores da escola participaram de uma filarmônica semelhante a essa, quando crianças, na cidade de Cruzeta, na região do Seridó Potiguar.

Nomes: Davi Guido, Lauanda Borges e Pedro Henrique Feliciano.

O que faz: Tocam na Filarmônica de Mãe Luiza

O que têm em comum: Paixão pela música

Tocam o que: Saxofone (Guido), clarinete (Lauanda) e trombone (Pedro Henrique).





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