Justiça bloqueia bens e valores dos Batista

Publicação: 2017-10-07 00:00:00 | Comentários: 0
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A Justiça Federal decretou o bloqueio de bens e valores de toda a família Batista, da J&F – grupo que mergulhou o governo Michel Temer em sua pior crise política. A decisão foi tomada pelo juiz Ricardo Leite, da 10.ª Vara Federal de Brasília, na Operação Bullish – investigação sobre suposto favorecimento do BNDES às empresas da família Batista.

O advogado Ticiano Figueiredo, que defende a família Batista dentro dos processo relacionados à Operação Bullish, afirmou que a decisão do juiz Ricardo Leite de confiscar os bens da família Batista é “surreal”. O confisco ordenado por Leite alcança cerca de 20 empresas do grupo e pessoas físicas, inclusive seus principais acionistas, os irmãos Joesley e Wesley Batista, atualmente presos na Polícia Federal em São Paulo.

A informação está no relatório enviado pela PF à Justiça, e que solicita a amplicação do bloqueio de bens da família Batista. A TV Globo teve acesso com exclusividade ao conteúdo do documento.

Ao solicitarem um bloqueio maior dos bens da família dos empresários, a PF afirma que é "certo" que uma nova investigação "será aberta para apuração nesse sentido”.

No documento, a Polícia Federal afirma que o prejuízo causado pelo grupo pode ultrapassar R$ 1,6 bilhão, valor maior do que o calculado inicialmente, de R$ 1,2 bilhão.

Segundo a PF, durante as investigações, não foi possível constatar se todos os recursos repassados pelo BNDESPar foram empregados pelo grupo J&F de acordo com o que estava pactuado entre as partes.

Isso porque, de acordo com os delegados, a empresa não apresentou comprovação documental, por meio de contratos e comprovantes de transferência bancária, sobre pagamentos realizados por Joesley e Wesley Batista a empresas adquiridas pelo grupo.

A PF reproduz no relatório trechos do laudo pericial que aponta que “não foi possível confirmar se os recursos do BNDESPar transferidos pra JBS foram efetivamente empregados conforme os projetos aprovados, nem se os sócios fundadores integralizaram os recursos devidos no contesxto de operações de aumento de capital pactuadas”.

No pedido de bloqueio dos bens, integralmente atendido pelo juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara da Justiça Federal de Brasília, a PF diz que deixar a movimentação de dinheiro livre pra família seria como dizer que o crime compensa.

“[Não bloquear] Seria avalizar a absurda interpretação de que os controladores da JBS S/A possam desfrutar de bens e riquezas acumuladas da prática de crimes graves praticados contra o erário”.



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