Karen Liberato vai disputar a Seletiva para os Jogos Olímpicos

Publicação: 2021-01-17 00:00:00
No mar, o Rio Grande do Norte já tem garantida a presença do surfista Italo Ferreira, nos Jogos Olímpicos de Tóquio, este ano. Nas piscinas, Karen Liberato, 24 anos - 17 deles nadando, ainda luta por uma vaga. Em abril, a nadadora participa de uma seletiva para as Olimpíadas, no Rio de Janeiro, no Parque Aqu´tico Maria Lenk. 

Créditos: ARQUIVO/TN

"Estou treinando de segunda a sábado na piscina, das 8h até às 9h45 e três vezes por semana me dedico à preparação física na Box Tribus. 2020 foi complicado, mas mesmo com pouco treinamento, consegui o sexto lugar no Campeonato Brasileiro Absoluto, o que me deixou bastante animada", diz Karen, que divide a rotina de atleta com o trabalho como personal trainer. 

Por tudo isso, a atleta afirma que repensou a rotina de treinos e disse estar com uma “nova visão” de mundo. “Eu já tenho 24 anos e eu nado há 17. Até hoje nunca foi me oferecida nenhuma estrutura parecida de treinamento. Aí entrei em contato com o clube, fiz a parceria com eles”, revela. Karen Liberato é atleta do Aero Clube. 

Karen explica que foi lançada uma campanha para atletas de alto rendimento. “Assim como eu, tem mais cinco atletas das equipes. Eu cheguei para dar esse pontapé inicial para os meninos que são mais jovens. Ano passado participei lá do Troféu Brasil, que é um troféu em nível absoluto brasileiro, onde tem os melhores nadadores do País, obtive o sexto lugar, para a minha própria surpresa, pois eu não vinha treinando muito e isso me deixou muito animada, pois percebi que, se eu realmente treinar e me dedicar eu vou ter um resultado ainda melhor, visando a seletiva das Olimpíadas”, explicou.

Ela ganhou a oitava vaga para a final dos 50 metros nado livre no segundo dia do Troféu Brasil. A nadadora potiguar nadou para a sua melhor marca pessoal 26.86 sendo uma das sete finalistas da prova na casa dos 26 segundos. Apenas Alessandra Marchioro do Clube Curitibano, com 25.96, conseguiu nadar abaixo da barreira dos 26. A marca de Karen é o novo recorde potiguar absoluto quebrando o seu próprio tempo de 27.05 feitos nos Jogos Universitários Brasileiros de 2019.

A atleta potiguar conta que a pandemia veio não apenas para mudar a vida geral das pessoas, mas atingiu em cheio os seus planos pessoais. “A seletiva seria em abril de 2020 e eu vinha treinando com a equipe do Aero e foi quando tudo fechou e acabou. Então a gente ficou aqueles quatro meses na estaca zero. Eu ainda mantive os treinos físicos, porque tinha acesso lá à Box de crossfit, mas na piscina não foi nada, aí veio aquela angústia, pois não sabíamos se os índices obtidos no ano de 2019 ainda iriam valer agora para 2020. Mas acabou que eu nadei de novo, participei de outra competição e obtive o índice novamente. Então pensei: Não posso deixar essa oportunidade escapar”, conta.

O adiamento da competição em Tóquio, de 2020 para 2021 também serviu como estímulo para que a preparação seguisse forte. “Pensei... Vou me dedicar, a pandemia ainda não acabou, a gente sabe que a vacina ainda não chegou, mas eu faço de tudo para me precaver. Todos os dias antes de treinar aqui no SESI tem os protocolos, desde a entrada. Tem alcool em gel em várias partes, a gente chega de máscara, faz a preparação antes de entrar na piscina sempre de máscara. No momento de entrar na piscina cada atleta fica em sua própria raia e dá para se sentir confiante”, explica.

Karen Liberato critica a falta de patrocinadores no Estado para que os atletas possam ter mais oportunidades na busca pelos índices. “Aqui o que falta mesmo é patrocínio e o incentivo. Agora, no momento, eu estou me dedicando aos treinos, tirando de onde o pessoal não tem de onde tirar, para se sacrificar e chegar ao que a gente quer, que é o índice olímpico. Mas, eu acho assim, com essa divulgação na Tribuna do Norte e em outros canais, a gente pode conseguir patrocínios, porque o que é mais complicado aqui para a gente no RN é isso, porque, para viver do esporte, o atleta precisa ser remunerado como atleta, mas aqui a gente vive meio trabalhador, meio desportista, ao menos na natação. Estou dividindo a minha rotina de trabalho com os treinos”, lamenta.

Karen afirma que a sua marca atual está muito próxima do índice. “São dois segundos de distância para o índice. As duas primeiras colocadas que obtiverem o índice vão se classificar para Tóquio. Então, no caso, está faltando esses dois segundos”, revela.

A nadadora potiguar é detentora de vários títulos de Norte-Nordeste, recordista estadual, quarta colocada nos Jogos Universitários Brasileiros e sexto lugar no Troféu Brasil. “Esta foi a minha melhor marca, porque é um campeonato brasileiro e foi na Final “”, conclui.No mar, o Rio Grande do Norte já tem garantida a presença do surfista Italo Ferreira, nos Jogos Olímpicos de Tóquio, este ano. Nas piscinas, Karen Liberato, 24 anos - 17 deles nadando, ainda luta por uma vaga. Em abril, a nadadora participa de uma seletiva para as Olimpíadas, no Rio de Janeiro, no Parque Aqu´tico Maria Lenk. 

"Estou treinando de segunda a sábado na piscina, das 8h até às 9h45 e três vezes por semana me dedico à preparação física na Box Tribus. 2020 foi complicado, mas mesmo com pouco treinamento, consegui o sexto lugar no Campeonato Brasileiro Absoluto, o que me deixou bastante animada", diz Karen, que divide a rotina de atleta com o trabalho como personal trainer. 

Por tudo isso, a atleta afirma que repensou a rotina de treinos e disse estar com uma “nova visão” de mundo. “Eu já tenho 24 anos e eu nado há 17. Até hoje nunca foi me oferecida nenhuma estrutura parecida de treinamento. Aí entrei em contato com o clube, fiz a parceria com eles”, revela. Karen Liberato é atleta do Aero Clube. 

Karen explica que foi lançada uma campanha para atletas de alto rendimento. “Assim como eu, tem mais cinco atletas das equipes. Eu cheguei para dar esse pontapé inicial para os meninos que são mais jovens. Ano passado participei lá do Troféu Brasil, que é um troféu em nível absoluto brasileiro, onde tem os melhores nadadores do País, obtive o sexto lugar, para a minha própria surpresa, pois eu não vinha treinando muito e isso me deixou muito animada, pois percebi que, se eu realmente treinar e me dedicar eu vou ter um resultado ainda melhor, visando a seletiva das Olimpíadas”, explicou.

Ela ganhou a oitava vaga para a final dos 50 metros nado livre no segundo dia do Troféu Brasil. A nadadora potiguar nadou para a sua melhor marca pessoal 26.86 sendo uma das sete finalistas da prova na casa dos 26 segundos. Apenas Alessandra Marchioro do Clube Curitibano, com 25.96, conseguiu nadar abaixo da barreira dos 26. A marca de Karen é o novo recorde potiguar absoluto quebrando o seu próprio tempo de 27.05 feitos nos Jogos Universitários Brasileiros de 2019.

A atleta potiguar conta que a pandemia veio não apenas para mudar a vida geral das pessoas, mas atingiu em cheio os seus planos pessoais. “A seletiva seria em abril de 2020 e eu vinha treinando com a equipe do Aero e foi quando tudo fechou e acabou. Então a gente ficou aqueles quatro meses na estaca zero. Eu ainda mantive os treinos físicos, porque tinha acesso lá à Box de crossfit, mas na piscina não foi nada, aí veio aquela angústia, pois não sabíamos se os índices obtidos no ano de 2019 ainda iriam valer agora para 2020. Mas acabou que eu nadei de novo, participei de outra competição e obtive o índice novamente. Então pensei: Não posso deixar essa oportunidade escapar”, conta.

O adiamento da competição em Tóquio, de 2020 para 2021 também serviu como estímulo para que a preparação seguisse forte. “Pensei... Vou me dedicar, a pandemia ainda não acabou, a gente sabe que a vacina ainda não chegou, mas eu faço de tudo para me precaver. Todos os dias antes de treinar aqui no SESI tem os protocolos, desde a entrada. Tem alcool em gel em várias partes, a gente chega de máscara, faz a preparação antes de entrar na piscina sempre de máscara. No momento de entrar na piscina cada atleta fica em sua própria raia e dá para se sentir confiante”, explica.

Karen Liberato critica a falta de patrocinadores no Estado para que os atletas possam ter mais oportunidades na busca pelos índices. “Aqui o que falta mesmo é patrocínio e o incentivo. Agora, no momento, eu estou me dedicando aos treinos, tirando de onde o pessoal não tem de onde tirar, para se sacrificar e chegar ao que a gente quer, que é o índice olímpico. Mas, eu acho assim, com essa divulgação na Tribuna do Norte e em outros canais, a gente pode conseguir patrocínios, porque o que é mais complicado aqui para a gente no RN é isso, porque, para viver do esporte, o atleta precisa ser remunerado como atleta, mas aqui a gente vive meio trabalhador, meio desportista, ao menos na natação. Estou dividindo a minha rotina de trabalho com os treinos”, lamenta.

Karen afirma que a sua marca atual está muito próxima do índice. “São dois segundos de distância para o índice. As duas primeiras colocadas que obtiverem o índice vão se classificar para Tóquio. Então, no caso, está faltando esses dois segundos”, revela.

A nadadora potiguar é detentora de vários títulos de Norte-Nordeste, recordista estadual, quarta colocada nos Jogos Universitários Brasileiros e sexto lugar no Troféu Brasil. “Esta foi a minha melhor marca, porque é um campeonato brasileiro e foi na Final “”, conclui.

Ministro japonês admite incertezas sobre os Jogos
Uma das maiores autoridades políticas do Japão admitiu que há um clima de incerteza no país com relação aos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, adiados em um ano por conta da pandemia do novo coronavírus. Ministro da Reforma Administrativa e pessoa-chave no governo, Taro Kono não excluiu a eventualidade de a Olimpíada ser cancelada, já que Tóquio e outros 10 departamentos japoneses decretaram estado de emergência até 7 de fevereiro para interromper a propagação da covid-19.

"Dada a situação do coronavírus, tudo pode acontecer", disse Kono em uma entrevista coletiva. "O comitê organizador e o COI (Comitê Olímpico Internacional) devem refletir claramente sobre os planos emergenciais", afirmou, embora tenha insistido que o governo japonês está se preparando "firmemente" para realizar os Jogos Olímpicos - de 23 de julho a 8 de agosto - e Paraolímpicos - de 24 de agosto a 5 de setembro.

Kono é a primeira autoridade política de alto escalão do país a se distanciar publicamente do primeiro ministro Yoshihide Suga, que reitera que o Japão poderá sediar Jogos "seguros", conforme planejado.

Apesar da chegada das vacinas ao Japão nos próximos meses, o apoio da população japonesa aos Jogos Olímpicos diminuiu. Uma pesquisa recente mostrou que 80% dos entrevistados acham que a Olimpíada deve ser adiada novamente ou simplesmente cancelada. O primeiro ministro está convencido de que a opinião pública mudará quando o país iniciar o seu programa de vacinação no final de fevereiro.

O ministro responsável pelos Jogos, Seiko Hashimoto, anunciou que o Japão decidiu suspender uma isenção que permite que atletas estrangeiros entrem no país para treinar, mesmo em estado de emergência. Os atletas japoneses terão permissão para retornar, mas terão de passar por uma quarentena de 14 dias na volta.

"Queremos que a prioridade seja salvar vidas. Por isso, como medida preventiva para eliminar os riscos, vamos reforçar nossa primeira linha de defesa", explicou Hashimoto. "Levamos em consideração a situação infecciosa em nosso país e no exterior para reagir adequadamente", acrescentou.