Laboratório da música eletrônica

Publicação: 2019-09-20 00:00:00 | Comentários: 0
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Uma nova oficina de sons, ideias e diversão foi instalada na Ribeira. O local, que já foi o epicentro roqueiro DoSol, cedeu lugar ao beats eletrônicos e outras bossas sob o nome de LCD – Laboratório Cultural Disconexa. A nova casa começou suas experiências há um mês e meio, e promete testar ainda mais o público com seus projetos de música, arte e performance. Neste fim de semana o local receberá a festa Sabadaço do Synthpop, pela primeira vez na Ribeira.

Mateus Tinoco é DJ, produtor e integrante do coletivo Disconexa. Ele está à frente do LCD, que assume a porção boate no antigo DoSol
Mateus Tinoco é DJ, produtor e integrante do coletivo Disconexa. Ele está à frente do LCD, que assume a porção “boate” no antigo DoSol

O LCD nasceu do Disconexa, um coletivo de música eletrônica que desde 2016 promovia variadas ações, mas sem um espaço fixo. “A gente já estava procurando um local próprio há algum tempo, e queríamos mesmo algo no centro histórico. E aí surgiu a oportunidade imperdível de pegar o antigo DoSol, um lugar que já contava com estrutura de bar, palco e banheiro, e tornaria nossas ações mais práticas e fluídas”, explica Mateus Tinoco, DJ, produtor e integrante do coletivo.

A casa abre eventualmente para noitadas eletrônicas às quintas-feiras, a partir das 22h. A agenda também já está se abrindo para outros eventos, e tem shows e festas programados até novembro – incluindo shows de reggae e rock. Mateus ressalta que apesar de o coletivo ter nascido ao redor da música eletrônica (techno, house, e outros experimentalismos sonoros), ele também agrega outras plataformas, como artes plásticas, fotografia, audiovisual, design, e performances.

O LCD também surgiu para suprir uma carência entre o novo público de música eletrônica da cidade, que há bastante tempo não conta mais com a presença da “boate” ou de boas festas fixas.”A gente sabe da falta de um lugar pra dançar, e que tenha um perfil alternativo. Por coincidência, começamos nossas atividades assim que surgiram os problemas com o Beco da Lama, prejudicando a cena ótima que havia por lá. Aqui é um espaço seguro e livre para dançar”, afirma Mateus, que é DJ profissionalmente há cinco anos.

A terceira festa oficial da Disconexa está programada para 02 de novembro. São nessas festas que o coletivo exibe toda sua proposta, criando um ambiente artístico e imersivo, com iluminação especial, decoração, performance, e muita música. Mateus ressalta a pluralidade dessa cena. “Nem todo mundo é DJ ou da música, tem designer, fotógrafos, artistas plástico. Tudo isso se reflete em nossas ações”, diz.

Sabadaço na Ribeira
Durante um ano a festa Sabadaço do Synthpop fez do Beco da Lama, na Cidade Alta, uma das pistas mais quentes da cidade. A balada teve que mudar de endereço, mas promete manter o pique ainda mais elevado: neste sábado, ela fará sua estreia na Ribeira, com formato maior e mais atrações. A partir das 15h, um DJ estará fazendo o som na porta do LCD, para em seguida a festa continuar dentro da casa. O som ficará a cargo de Galaxxxy, Janvitu, May Sally, PajuxFrank, T. Yuri, Rodrigolff, e a banda OUEN, fazendo seu synthpop ao vivo.

O Sabadaço tem o pop sintético dos anos 80 como base, mas não fica preso a ele. Pode rolar disco music, electro, dance dos anos 90, música brasileira, e até hits pop desse começo de século. O clima é 'vaporwave' mas o estilo é livre. O criador da festa, o DJ Frank Aleixo, conta que o Sabadaço foi um projeto despretensioso que foi crescendo aos poucos. “No começo ocupava umas três mesas do Bar da Meladinha. Aos poucos a vibe incrível do rolé foi atraindo mais e mais gente, até que viramos umas das pistas mais lotadas do Beco da Lama. Fazer a festa de novo no novo lar dos clubbers, o LCD, promete ser incrível”, diz.

Serviço:
Sabadaço do Synthpop. Sábado, a partir das 15h, no LCD, rua Chile, Ribeira. Entrada: R$10. No instagram: @disconexa




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