Lagoas da captação esperam manutenção

Publicação: 2019-01-15 00:00:00 | Comentários: 0
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O sistema de drenagem urbana de Natal dispõe de 58 reservatórios de detenção, as chamadas lagoas de captação, para tentar evitar os alagamentos causados por águas pluviais. E com a aproximação do período de chuvas, que se concentra entre os meses de fevereiro e maio, aumenta a preocupação de quem mora vizinho a essas lagoas ou perto de algum ponto de alagamento – em fevereiro de 2018, foram registrados 86 pontos de alagamento espalhados pela capital do Rio Grande do Norte. De acordo com a Secretaria Municipal de Obras Públicas e Infraestrutura (Semov), das 58 lagoas de captação 22 utilizam bombas para impedir que transbordem.

Moradores dizem que não houve alagamento na Lagoa do Preá. Mosquitos são problema
Moradores dizem que não houve alagamento na Lagoa do Preá. Mosquitos são problema

“Ano passado demos uma geral na manutenção das lagoas e recuperamos o sistema de bombeamento, as da zona Norte continuam funcionando sem grandes problemas, e nessa próxima quinta-feira (17) fizemos um cronograma para retomar os trabalhos pela zona Sul”, disse Tomaz Neto, titular da Semov. O secretário Municipal de Obras Públicas e Infraestrutura explicou que, neste momento, a Prefeitura de Natal trabalha para repor o cabeamento que liga as bombas em dois reservatórios: um no bairro de Cidade da Esperança, zona Oeste de Natal, e outra no conjunto Alagamar, em Ponta Negra.

“Entre novembro e dezembro do ano passado, vandalizaram três lagoas: roubaram os cabos do quadro de energia nessas duas lagoas que ainda não recuperamos, e também na da Ayrton Senna (esquina com a Av. das Alagoas, em Neópolis) – onde já conseguimos recuperar”, informou Neto, acrescentando que oito bombas passam por manutenção.

Das duas bombas instaladas em Neópolis, apenas uma está funcionando; mesma situação da lagoa no conjunto Santarém. “As lagoas de São Conrado, no bairro de Nazaré, e no Loteamento Dom Pedro I (na zona Norte de Natal) está tudo tranquilo. O sistema de bombeamento na Av. São José com a Av. Capitão Mor Gouveia também está funcionando”, garantiu. Ele destacou que cerca de 60% dos reservatórios de detenção (RD) estão instalados na zona Norte de Natal.

Tomaz Neto lembrou que a conclusão das obras de drenagem que deverão resolver os alagamentos na Mor Gouveia está prevista para fevereiro. O projeto prevê a ligação das galerias de drenagem à lagoa de captação do Centro Administrativo.

Queda de energia
A reportagem da TRIBUNA DO NORTE visitou na tarde dessa segunda (14) quatro lagoas de captação e constatou que, mesmo sem grandes precipitações, três delas estão com bastante água acumulada: dos Potiguares em Morro Branco, da Av. da Integração em Candelária, e de Neópolis; a única exceção foi a do Preá em Nova Descoberta.

O estudante universitário João Lucas, 23, mora ao lado da lagoa do Preá e relatou que o grande problema da falta de manutenção é a quantidade de mosquitos. “Não tivemos problemas de alagamento neste último ano, apesar de ter chovido bastante no começo de 2018: a lagoa encheu mas não transbordou. Mas a manutenção é bem esporádica, e o controle de pragas como mosquitos e formigas deixa a desejar”, contou.

Já na Integração, onde o reservatório costuma transbordar, é motivo de preocupação para a empresária Patrícia Moura que trabalha no imóvel vizinho vizinho da lagoa. “Quando vieram limpar a lagoa há uns dois meses, deixaram uma pedra tampando a entrada de água e a água alagou a rua. Felizmente vieram desobstruir e a água escorreu para dentro do reservatório. Mas não sei o que pode acontecer se não colocarem uma bomba quando as chuvas começarem para valer”, observou.

Tomaz Neto, da Semov, admite que o reservatório sempre transborda e que há um projeto para instalar bomba para jogar a água excedente no sistema de drenagem das vias marginais da BR-101. “Faltam só os recursos para fazer isso”, destacou o secretário de Obras Públicas e Infraestrutura,


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