Leide Câmara imortaliza sua pesquisa musical

Publicação: 2014-06-10 00:00:00 | Comentários: 0
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A Academia Norte-Riograndense de Letras empossa nesta terça-feira, às 20h, a pesquisadora musical Leide Câmara. Ela é a oitava mulher a assumir uma cadeira no seleto grupo de imortais, das quais quatro já falecidas. Leide irá ocupar a cadeira número 31, cujo patrono é o Padre Francisco Britto Guerra, vaga desde setembro do ano passado após a morte do saudoso escritor Pedro Vicente Costa Sobrinho – o primeiro a ocupar o posto foi o professor José Melquíades de Macedo. Ele se une à bancada feminina formada por Anna Maria Cascudo, Sônia Maria Fernandes Ferreira e Diva Cunha. A solenidade é aberta ao público e acontece na sede da ANL na rua Mipibu, 443.
Emanuel AmaralLeide Câmara: “Considero uma conquista estar junto dessas mulheres que fizeram história no RN”Leide Câmara: “Considero uma conquista estar junto dessas mulheres que fizeram história no RN”

“Considero uma conquista estar junto dessas mulheres que fizeram e fazem a história do RN, Estado de pioneiras nos campos literário, político e na luta pelos direitos civis. Vejo como um fato importante para a valorização feminina”, disse Leide em entrevista ao VIVER segunda pela manhã. A pesquisadora contou que se candidatou quando a vaga ficou disponível.

Nos planos, agora como imortal da ANL, ela pretende evidenciar a memória musical potiguar e contribuir “para a dinâmica de atividades culturais da instituição”. Leide lembrou que os músicos Oriano de Almeida, Waldemar de Almeida, Osvaldo de Souza e Othoniel Menezes (autor da famosa ‘A Serenata do Pescador – A Praieira’, um dos hinos não oficiais da cidade), todos já falecidos, também fizeram parte da Academia.

Funcionária pública federal aposentada, a pesquisadora tem no currículo os livros “A Bossa Nova de Hianto de Almeida” de 2010, “Luiz Gonzaga e a Música Potiguar (2013) e um terceiro no prelo sobre uma canção bastante conhecida dos potiguares.

Também autora do Dicionário da Música do RN, lançado em 2001, ela trabalha em uma segunda edição revista e ampliada. A expectativa é que a organização do conteúdo da nova edição seja concluído ainda este ano para publicação em 2015. “Não posso dizer nunca que coletei tudo, estou atualizando constantemente desde 1996. Basta ouvir falar de algum artista ou música que caio em campo para averiguar a informação, que pode vir de qualquer fonte”, informa. A proposta é que essa segunda versão do Dicionário seja disponibilizada pera pesquisa na internet.

Na primeira edição o Dicionário da Música do RN reuniu 600 verbetes, limitados a artistas que tinham obras gravadas. “Foi o recorte que dei à publicação, mas nesta próxima vou além: quero tirar da oralidade músicos que contribuíram com a música do RN sem necessariamente terem um registro formal. Hoje tenho mais de 5 mil verbetes e 38 mil músicas cadastradas, entre composições de potiguares e canções de outras pessoas interpretadas por artistas locais”, adiantou. Os verbetes trazem breve biografia e a trajetória musica.

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