Lento crescimento

Publicação: 2019-07-16 00:00:00 | Comentários: 0
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Luiz Antônio Felipe
laf@tribunadonorte.com.br

A atividade econômica do Brasil cresce apenas 0,54% em maio, indica o Banco Central, no Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), na comparação com o mês anterior. Na comparação com maio de 2018, marcado pela greve dos caminhoneiros, o IBC-Br apresentou avanço de 4,40% e, no acumulado em 12 meses, teve alta de 1,31%. O resultado do IBC-Br no período representa uma mudança de rumo ante abril, quando indicador cedeu 0,32%. Os últimos indicadores preocupam e indicam recessão econômica. Dados fracos de indústria, comércio e serviços, principais motores do crescimento, apontam para uma queda do PIB, no segundo trimestre.

Projeção
O mercado financeiro reduz pela 20ª vez seguida a projeção para alta do PIB de 2019, para 0,81% (antes era de 0,82%).  O levantamento semanal apontou ainda que a expectativa para a alta do IPCA este ano é de 3,82%. Era 3,80% antes.

Antecedentes
Em junho, melhorou o Indicador Antecedente Composto da Economia Brasileira, uma parceria entre a FGV IBRE e The Conference Board (TCB). Subiu 0,9%, para 117,0 pontos, recuperando a perda de maio. O acumulado nos últimos seis meses também ficou positivo, em 1,1%.  Destaque para o Índice de Expectativas do setor de Serviços, que avançou 3,3%.

Inversão
Na pesquisa do IBGE, o volume de serviços no país ficou estável em maio ante abril. Dentre os destaques na série com ajuste sazonal, setores de informação e comunicação tiveram expansão  de 1,7% no período e transportes sofrem queda de 0,6%.  O setor de serviços deverá ter o primeiro avanço anual em cinco anos, apesar do primeiro semestre fraco.

Balanço
Mais um grane lucro. O Citigroup vê seu lucro aumentar 6,9% no trimestre, para US$ 4,8 bilhões. As empresas começam a divulgar os seus balanços semestrais.

Devedores x quitação
A inadimplência do consumidor desacelera 0,9% no primeiro semestre/19, aponta o indicador da CNDL/SPC Brasil, comparando com o segundo semestre de 2018. O consumidor inadimplente deve, em média, pouco mais de R$ 3.200, após recorde no pior momento da crise econômica. No Sudeste e contas de água e luz estão na dianteira dos atrasos em junho. A maioria dos devedores está na faixa dos 30 anos. Trata-se da segunda menor variação nos atrasos desde 2012, quando a inadimplência havia crescido 5,8% no primeiro semestre daquele ano.

Concorrência
O Ministério do Turismo identifica mais quatro companhias aéreas low cost (baixo custo) interessadas em entrar no Brasil. Que venham para reduzir os preços das passagens. 

China
Crescimento em desaceleração na China, para mínima de 27 anos no 2º trimestre. Para piorar, as empresas americanas estão tirando a produção da China . As fabricantes transferem as operações para outros países, geralmente na Ásia, para evitar as tarifas de 25% contra produtos chineses nos EUA. Segundo executivos, as mudanças serão permanentes.

Cooperação
Será firmado um acordo de cooperação entre a AGN-RN e o Sebrae para atender o pequeno empreendedor potiguar, no crédito orientado. A proposta é definir linhas de atuação de um projeto capaz de abranger uma variedade de setores da economia potiguar, como apicultura, cajucultura, fruticultura, startups, além dos setores de comércio e serviços.

Turismo (I)
Cursos gratuitos de espanhol para profissionais de Turismo estão com inscrições abertas até hoje, 16 de julho. A Associação Brasileira das Indústrias de Hotéis do RN (ABIH-RN) está convidando os hoteleiros associados a participarem do projeto da Secretaria de Turismo do RN, em parceria com o Núcleo de Estudos e Pesquisa de Espanhol,   do IFRN.

Turismo (II)
Segundo pesquisa realizada pelo Skyscanner, buscador global de viagens, 62% dos respondentes costumam viajar para destinos de calor nas férias de meio do ano. Também há uma parcela considerável, 33%, que opta por conhecer um lugar com praia e calor. O Nordeste é a região mais procurada por 50%. Quase metade das pessoas (43%) viaja entre cinco a sete dias em julho e  gasta entre R$ 100,00 a R$ 300/por dia.

Atendimento
A rede de farmácias Pague Menos garante que aumentou a base de clientes em mais de 600% com os programas de parcerias e convênios. A iniciativa tem como objetivo levar mais descontos para os clientes e contribuir com a expansão da rede. É a única varejista do ramo presente nos 26 estados e no Distrito Federal.







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