Leonardo Bezerra diz que América não pensa em demissões

Publicação: 2020-03-25 00:00:00
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A onda de demissões devido a pandemia de coronavírus não vai atingir o América da forma como ocorreu no ABC, foi o que garantiu o presidente do Alvirrubro, Leonardo Bezerra. Na verdade, a ação de enxugar o quadro funcional do clube vem ocorrendo de forma lenta e progressiva desde que a nova diretoria assumiu o comando do clube, em dezembro. Ele garante que tudo vem sendo realizado dentro de muito critério e que, os funcionários desligados, estão saindo com todo os seus direitos.

Créditos: Canindé PereiraLeonardo Bezerra, presidente quer preservar funcionáriosLeonardo Bezerra, presidente quer preservar funcionários


“Não necessitaremos tomar qualquer medida radical contra os nossos funcionários. O América vem reduzindo o seu quadro de funcionários, gradativamente, desde que assumimos a administração do clube. Mas a nossa folha não era tão pesada quanto a deles (ABC), ao que parece, mas realmente eu desconheço a realidade do nosso coirmão e não posso opinar”, afirmou.

O dirigente ressaltou ainda que o momento terá de ter sacrifícios em todas as camadas da sociedade, mas se mostrou contrário a tomada de medidas drásticas que afetem a camada mais desprotegida da sociedade, que são os trabalhadores que recebem até um salário-mínimo.

“A crise econômica é mundial e, particularmente, enquanto gestor do América, não acho certo demitir funcionários que recebam até um salário-mínimo. No nosso clube nós temos cerca de 50 funcionários que possuem esse teto salarial e essas pessoas não podem ficar sem sustento de uma hora para outra. Se eu não tenho condições de pagar o vencimento deles, não teria como pagar as rescisões contratuais deles também. Logo os funcionários iriam passar por necessidade até que o caso fosse julgado pela Justiça do Trabalho e ninguém sabe quando isso deverá ocorrer. Não considero justo da parte do clube”, enfatizou Leonardo Bezerra.

Algumas medidas apontadas como mais rigorosas estão sendo estudadas, mas elas só deverão ser aplicadas no Alvirrubro a partir de abril, caso as competições de futebol não tenham retomado o seu curso normal.

“Temos um lastro financeiro e, se o quadro de paralisação não sofrer modificação ou tivermos de manter os funcionários parados devido a essa pandemia, dentro daquilo que é previsto em lei poderemos reduzir em até 25% os vencimentos do nosso quadro funcional, mas sem permitir que eles fiquem sem base para realizar o sustento da família. Todos teremos de apertar o cinto: clubes, atletas e funcionários, agora temos de aguardar uma composição mais real desse quadro que é completamente novo no mundo do esporte”, reforçou.

A boa notícia é que o América promete pagar na próxima segunda-feira, o mês de março aos seus funcionários. A folha será quitada de forma integral, de acordo com a diretoria do clube.

Clubes avaliam os cenários de acordo com adiamento

SOBRE FÉRIAS
Primeira versão: Conceder imediatamente a todos os atletas o gozo de 30 (trinta) dias de férias coletivas com início em 23/03 e término em 21/04, antecipando qualquer período de férias proporcionais que os atletas venham a adquirir durante o restante de 2020, em qualquer clube que venha a jogar ainda em 2020. Todavia apesar de antecipar para agora os 30 dias de gozo, o pagamento das férias seria diferido, sendo 50% do valor agora, a ser pago pelo atual empregador e os outros 50%, com o 1/3 integral, a ser pago até 31/12/2020.

Segunda versão: Férias Coletivas de 20 dias a todos os atletas, no período compreendido entre os dias 1 de abril e 20 de abril de 2020, com pagamento integral no quinto dia útil do mês subsequente ao gozo das férias e o 1/3 constitucional a ser pago no mês de dezembro de 2020, de modo que os clubes - e somente eles - arcarão integralmente com a manutenção das atividades futebolísticas durante tal período.

SOBRE FIM DE ANO
Primeira versão: Férias de final de ano de 24/12 a 02/01/2021.
Segunda versão: Garantia aos atletas do período de 10 dias restantes de férias no final do ano de 2020 ou no início de 2021, adequadas ao calendário que se desenhará após o retorno da paralisação.

SOBRE REDUÇÃO SALARIAL
Primeira versão: Após férias coletivas não sendo possível volta campeonatos, redução da remuneração (CLT e imagem) em 50% por 30 dias, com treinamento em casa.

Segunda versão: Redução da remuneração dos atletas em 25% durante o período da paralisação, como preceitua o artigo 503 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) em casos extremos e de força maior.







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