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Natal
Lixo se acumula no Ruy Pereira
Publicado: 00:00:00 - 24/08/2016 Atualizado: 22:39:44 - 23/08/2016
Resíduos hospitalares estão acumulados há pelo menos 15 dias no Hospital Estadual Doutor Ruy Pereira dos Santos, na zona Leste de Natal. Por causa do acúmulo de lixo, o odor vem afetando a rotina de pacientes, acompanhantes e até mesmo alunos de uma escola da rede pública que fica vizinha à unidade de saúde. Ontem, dezenas de sacos contendo dejetos comum e algumas bombonas com lixo comum e até hospitalar se acumulavam ao lado do necrotério. A falta de pagamento às empresas Stericycle e Santos & Fernandes, responsáveis respectivamente pelo colhimento de lixo hospitalar e lixo comum, é a causa do problema. Sem receber da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) há quase dois meses, as prestadoras de serviço optaram por suspender os serviços por tempo indeterminado. A Sesap confirmou para hoje o repasse de R$ 31,8 mil à empresa Santos e Fernandes, mas não detalhou o valor global da dívida, tampouco quando o problema será integralmente sanado.
Resíduos estão acumuados no corredor externo em frente ao necrotério. Lixo comum está em sacos e o hospitalar em 11 bombonas

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Em nota, a Sesap informou que “tem como prioridade imediata a regularização dos repasses necessários para pagamento de contratos que garantem serviços essenciais às unidades hospitalares. De acordo com a Coordenadoria de Orçamento e Finanças (COF), a Sesap vem se empenhando no sentido de resolver as situações mais críticas e emergenciais, considerando as dificuldades financeiras enfrentadas pelo Estado, e estuda o pagamento das parcelas referentes a maio e junho para o mais breve possível”. Sem o trabalho das empresas, a área destinada para o descarte temporário dos resíduos produzidos no Hospital Ruy Pereira virou um “lixão”.

A diferenciação do que é lixo hospitalar do que é lixo comum se resume aos locais nos quais eles estão dispostos. De um lado - aonde fica o prédio do hospital - fica o lixo comum. No outro - ao lado do muro que separa o hospital da Escola Estadual Alberto Torres - fica o lixo hospitalar. No meio, há um espaço reduzido para circulação. A equipe de reportagem esteve no local e constatou dezenas de sacos de lixo comum empilhados. Ao lado, 11 bombonas com lixo hospitalar - sendo duas destampadas - estavam enfileiradas. Além disso, uma grande quantidade de objetos inservíveis e equipamentos hospitalares antigos, se acumulavam no local. Parte desse material faz parte do passivo do Instituto de Traumatologia e Ortopedia do Rio Grande do Norte (Itorn), que funcionou por década no prédio do hoje Hospital Ruy Pereira.

Segundo um funcionário do hospital, que pediu para não ser identificado, por causa do acúmulo de lixo a presença de baratas, moscas e até mesmo ratos, é constante. Em alguns casos, os insetos e roedores acabam circulando pelo hospital, já que existe uma entrada ao lado da área de descarte. O acesso, inclusive, é usado para levar cadáveres ao necrotério. “É um desrespeito com o morto e com a família. Eles descem pelas escadas e precisam ter cuidado com o lixo ou com a lama que fica na porta. Imagine um familiar tendo que vir aqui nessa situação”, comentou indignado.

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