Logística é falha, aponta diretor do Laboratório Central de Saúde do RN

Publicação: 2020-11-26 00:00:00
O diretor do Laboratório Central de Saúde Pública do Rio Grande do Norte, Derley Galvão, afirmou que os testes com prazo de validade próximo ao vencimento refletem uma logística do Ministério da Saúde com falhas no planejamento. Segundo Derley Galvão, o Ministério da Saúde enviou durante toda a pandemia mais kits de amplificação (kits que estão próximos do vencimento) do que kits de extração (Swab) e coleta. “O ideal é que se pense todos os insumos associados, não um ou outro”, disse.

Segundo o jornal Estado de S. Paulo, os testes custaram R$ 290 milhões à União. Esse valor, no entanto, não foi confirmado pelo Ministério da Saúde.

Em nota, o Ministério afirmou que esses kits são distribuídos de acordo com a demanda apresentada pelos Estados. “O Ministério se mantém à disposição dos entes para dar suporte às ações de monitoramento, diagnóstico, tratamento e acompanhamentos dos casos, além de incentivar as ações de prevenção e assistência precoce nos serviços de saúde do SUS”, disse.

Segundo o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o governo federal foi alertado diversas vezes pela entidade sobre a falta de materiais para processar as amostras do testes RT-PCR em laboratórios no Brasil. “O repasse desse material para Estados só ocorreu a partir de agosto. Os insumos para extração do material genético viral e equipamentos desta etapa, por sua vez, somente foram repassados a partir de setembro. No caso dos equipamentos, apenas 10 Lacens foram contemplados”, declarou a entidade.