Longe da pauta, um legítimo boêmio

Publicação: 2017-10-12 00:00:00 | Comentários: 0
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Tádzio França
Repórter


Jovem veterano com 20 anos de jornalismo, Cleonildo Mello se afirma um legítimo boêmio quando está fora das redações. “Gosto de estar entre amigos e deixar a conversa aflorar”, diz. Um bom papo de botequim – e no botequim – faz a alegria do jornalista, que discute de filosofia a poesia, cinema, “devaneios”, e o que mais a mesa deixar. “A poesia tem o dom de me resgatar e não deixar que a objetividade do jornalismo acabe de vez com a minha sensibilidade”, ressalta.

O jornalista, Cleonildo Mello
O jornalista, Cleonildo Mello
Dinho Mello, como é chamado pelos amigos, curte a cidade, o estado, e os conhece bem. Eis um traçado alto astral de seu roteiro de lazer no fim de semana: “Eu sou doido pelo RN, que tem alguns lugares divinos. Um deles é a região serrana do Agreste, sobretudo a Serra de São Bento. Tem um lugarzinho massa para comer e tomar um bom vinho, a Pedra do Sapo, cuja parede do local, como o próprio nome sugere, é uma rocha enorme.

Se eu tivesse que preparar um roteiro, faria da seguinte forma: primeiro, lugares para comer bem em Petrópolis (meu reduto): Between, Douce France e Mina d’Água – recomendo a costelinha suína cozida no suco de laranja neste último, o camarão com cardamomo no Between, e o filé ao molho de pimenta verde na casa do lorde Alberto.

Na Praça das Flores, a pizza Piazza e o Kibe da Praça. Tem também o Seu Dedé, a melhor coxinha que já comi em Natal. Fica no conjunto Ponta Negra, na rua lateral do Praia Shopping. Meu amigo Mário Ivo me apresentou e sempre indico. A cerveja lá é sempre bem gelada e compensa a falta de requinte, que é irrelevante.  Para um café, vale dar um pulinho em Pium. Recomendo o Nuh Café. Mas é preciso fazer reserva.

Para tomar uma cerveja, a rota começa pela Confeitaria Atheneu às segundas e que tem uma paçoca ótima. Às terças, a dica é o Bombar. Cervejas e petiscos baratos e um som que mescla blues e rock na calçada. É o meu point S.O.S tédio.

Às quintas, vale  ir ao Beco da Lama, o bar da Nazaré onde tem um sambinha raiz, logo após, o badalado Bardallos. Se houver disposição ainda rola descer até a Ribeira no Ateliê. A sexta sempre promete no El Rock ou no Sargent Peppers. O sábado no Letra e Musica de Ari sempre tem uma velha guarda intelectual  onde se passa o tempo com Heineken e um bom papo.

Como aos domingos Petrópolis hiberna, a dica é comer um caranguejo no 294 e logo após e ir ao 084, boteco do bom anfitrião e também botafoguense Almeida, que só fecha ao sair o último cliente. Recomendo o hambúrguer que leva o nome da casa. Melhor que muitos fast foods. E se não bastar, o CCAB Petrópolis tem o sorvete da Cuore de Panna e o muito bom profiteroles do Blackitchen, com seus sanduíches inventivos.

Livro, recomendo '1984', do George Orwell, e filmes, o nacional 'O Silêncio do Céu', e o canadense 'Amores Imagináveis'.”


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