Lucro da Petrobras no segundo trimestre recua 14,6% em relação à 2016

Publicação: 2017-08-11 00:00:00 | Comentários: 0
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Rio (AE) - A decisão de aderir aos Refis do governo federal, programas que dão desconto para a regularização de dívidas tributárias, impediu que a Petrobras tivesse lucro maior no segundo trimestre, mas a queda nas vendas de combustíveis no mercado interno também atrapalhou.

O lucro líquido de R$ 316 milhões ficou 14,6% abaixo do registrado no segundo trimestre de 2016, informou ontem a companhia. Na comparação com o desempenho do primeiro trimestre (quando o lucro líquido foi de R$ 4,4 bilhões), o tombo foi de 93%.

Apesar da queda, Pedro Parente, presidente da Petrobras, apontou motivos para comemorar: “Resultado bastante expressivo”
Apesar da queda, Pedro Parente, presidente da Petrobras, apontou motivos para comemorar: “Resultado bastante expressivo”

"O que nos afeta e a qualquer empresa? O preço da commodity (petróleo) e o fato de que a gente está vivendo uma brutal recessão no País, que influencia a demanda pelos nossos produtos", disse o diretor Financeiro, Ivan Monteiro, destacando que a companhia vendeu menos combustíveis por causa da crise econômica e também de preços mais baixos, devido à queda das cotações internacionais.

Para o terceiro trimestre, porém, a previsão é de um resultado melhor e ainda de retomada do acesso a dinheiro público via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A Petrobras espera contratar mais R$ 2 bilhões com o banco até dezembro, dos quais cerca de R$ 1 bilhão serão na linha Finame, para máquinas e equipamentos.

Desde 2015, o BNDES estava impedido de dar novos empréstimos para a Petrobras, por causa do excesso de exposição à estatal - acima, até mesmo, do permitido pelo Banco Central (BC).

No segundo trimestre, o balanço financeiro da Petrobras ficou marcado por fatores pontuais que não devem se repetir nos próximos meses, destacou Monteiro.

O ganho de R$ 6,7 bilhões relativo à venda da operadora de gasodutos Nova Transportadora do Sudeste (NTS) engordou a receita. Já as despesas com os programas de regularização das dívidas tributárias - com destaque para Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) - somaram R$ 6,234 bilhões.

Ao comentar o resultado, o presidente da companhia, Pedro Parente, demonstrou, no entanto, estar satisfeito com o desempenho da estatal.

"Tivemos um resultado no segundo trimestre bastante expressivo. Nosso lucro operacional aumentou 5% e por efeitos extraordinários tivemos um lucro líquido bastante menor que o do primeiro trimestre, mas ainda assim pela segunda vez consecutiva temos resultado positivo, fluxo de caixa livre positivo, endividamento líquida abaixo de US$ 90 bilhões", afirmou.

"A conclusão é que o resultado decepcionou, veio abaixo do esperado. Isso porque houve vendas menores e os custos subiram, enquanto o preço de derivados caiu", analista Flávio Conde, da consultoria WhatsCall Research.

Combustíveis
 As vendas de combustíveis pela Petrobras no mercado brasileiro atingiram 1,933 milhão de barris por dia no segundo trimestre deste ano, com recuo de 1% em relação aos 1,951 milhão de barris diários negociados nos três meses imediatamente anteriores.

Na comparação com os 2,109 milhões de barris diários do mesmo período do ano passado, houve queda 8%.

A comercialização de diesel, principal mercado para estatal em termos de volume, somou 721 mil barris diários, com aumento de 3% ante o primeiro trimestre de 2017 e recuo de 11,1% em relação a igual intervalo de 2016.

Já as vendas de gasolina alcançaram 533 mil barris diários, baixa de 1% ante o trimestre imediatamente anterior e de 1,5% em relação ao mesmo intervalo de 2016.

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