Lula e Dilma são alvos de protestos em 17 Estados

Publicação: 2016-03-17 00:00:00
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Protestos no inicio da noite contra a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pedindo a renúncia da presidente Dilma Rousseff foram registrados ontem em 17 Estados e no Distrito Federal, segundo mostraram portais dos grandes grupos de mídia. As manifestações foram convocadas em rede sociais para protestar contra a indicação de Lula para a Casa Civil. As manifestações foram potencializadas com a divulgação de áudios de uma conversa dele com Dilma.
Manifestantes pedem a renúncia da presidente Dilma e a prisão de Lula perto do Alvorada
Houve buzinaços e panelaços durante o tempo em que o Jornal Nacional, da Rede Globo, ficou no ar mostra o agravamento da crise política. Em Natal, os manifestantes se reuniram em frente ao shopping Midway. Com bandeiras do Brasil, faixas e cartazes e miniaturas do Pixuleço, os manifestantes gritavam palavras de ordem pedindo a renúncia da presidente, a prisão de Lula e defendiam o juiz Sergio Moro. Em Lagoa Nova, um grupo de manifestantes usou a fachada de dois prédios para projetar imagens contra o governo. Numa delas, a mão faltando um dedo e a frase “Xô, Lula!”; na outra, um “Fora Dillma, fora PT”, com os dois eles lembrando a logomarca do ex-presidente Fernando Collor de Mello.

Em Brasília, os manifestantes que se encontravam desde o final da tarde diante do Palácio do Planalto, concentraram-se diante do Congresso Nacional. Eles gritam “vem todo mundo”, instigando os demais ativistas, além de palavras de ordem como “devolve meu dinheiro, Lula cachaceiro”. O Pixuleco foi pendurado no mastro onde fica hasteada a bandeira nacional.

Os manifestantes carregavam faixas pedindo o impeachment da presidente Dilma Rousseff e bandeiras do Brasil. Policiais equipados com capacetes e escudos concentravam-se na rampa por onde autoridades têm acesso ao Parlamento.

Um princípio de tumulto foi registrado no gramado do Congresso. Policiais usaram spray de pimenta para dispersar os manifestantes, que por sua vez revidaram jogando garrafas e dois objetos em chamas. O princípio de confronto gerou correria no gramado, mas os manifestantes voltaram a se concentrar em frente ao espelho d’água.

Em São Paulo, a manifestação, que estava prevista para começar às 18h, foi antecipada por um aposentado. Com um pedaço de papelão nas mãos, onde se lia “Fugir Justiça Não”, ele se colocava em frente dos carros e pedia buzinadas de apoio. “Saí da zona norte, peguei metrô, e estou aqui fazendo a minha parte. Lula não pode ser ministro. Isso é um golpe”, disse Lorival Andrade, 57 anos. Aos poucos a Paulista foi ficando cheia de manifestantes vestindo amarelo e verde.  Os manifestantes empunham bandeiras do Brasil e seguram cartazes com críticas a Lula. As frases “Lula na cadeia” e “Fora PT” eram repetidas a todos instante.   Às 19h20, os manifestantes bloqueavam todo o sentido Consolação da Avenida Paulista, na altura da Rua Professor Otávio Mendes.

Também houve ato de apoio a Lula. Na Universidade Católica de São Paulo,  centenas de pessoas participaram de ato em defesa da democracia com a presença de estudantes, artistas, juristas e lideranças de movimentos sociais. Em São Bernardo do Campo, militantes petistas fizeram um ato em frente ao prédio de Lula. A Polícia Militar precisou usar bombas de gás lacrimogêneo para conter os ânimos dos manifestantes pro e contra o governo.


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