Negócios e Finanças
Luz do túnel
Publicado: 00:00:00 - 07/10/2020 Atualizado: 22:27:28 - 06/10/2020
Luiz Antônio Felipe 
laf@tribunadonorte.com.br

O faturamento da indústria brasileira acumula crescimento de 37,8% entre maio e agosto, diz pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Os indicadores industriais mostram que as vendas do setor já superam o período pré-pandemia e tendem a subir no último quadrimestre, sinalizando um crescimento em “V”. O emprego industrial também voltou a crescer e a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) está quase igual ao período anterior à crise. O faturamento aumentou e, mesmo assim, devido à forte queda de março e abril, no acumulado do ano, o valor se encontra 3,9% menor do que no mesmo período de 2019.

EMPREGO 
O emprego industrial cresceu 1,9%. Esse é o primeiro mês de crescimento no ano de 2020. Com esse desempenho, o nível de emprego já se encontra próximo ao patamar pré-crise. As horas trabalhadas cresceram 2,9% entre julho e agosto. Acumulam um crescimento de 25,1% em relação a abril, mas ainda que não retornou ao patamar pré-crise.

REFORMA
O senador Márcio Bittar (relator da reforma tributária), depois de turbulências e desacordos nas discussões sobre o novo programa social, com diálogo caminhando para o consenso, pretende apresentar uma proposta para o programa Renda Cidadã. Respeitará o teto de gastos recebendo o aval do ministro Paulo Guedes.

CRIANÇA
Pela expectativa da Confederação Nacional do Comércio (CNC), as vendas no varejo para o Dia das Crianças devem encolher quase 5%, na comparação com igual período de 2019. A retração causada pelo novo coronavírus, porém, tende a ser menor do que durante a recessão de 2016. Em 2016, quando o País também passava por uma recessão, o recuo chegou a 8,1%.

ANÁLISE 
As taxas de juros recuaram ontem com o exterior mais calmo.  O preço do barril de petróleo (spot) ainda não voltou ao patamar dos 40 dolares. Foi negociado ontem a US$ 39,90, alta de +0,58%. O Ibovespa encerrou o pregão em queda de -0,49% a 95.615 pontos. O dólar subiu a R$ 5,590 ligeira alta de 0,41% e o euro a R$ 6,570 alta de +0,14%.

AMEAÇA DE DESCONTROLE
O Fundo Monetário Internacional (FMI), diante do desequilíbrio das contas públicas, vê “riscos excepcionalmente altos” para o Brasil. Como não poderia ser diferente, a instituição defende a importância do teto de gastos e de medidas para reduzir as despesas obrigatórias. É um desafio enorme: Como controlar as contas diante de tanta pressão por gastos? Já o fim do auxílio emergencial deve deixar 38 milhões sem assistência, diz a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Esses “Invisíveis” têm baixa renda, pouca escolaridade e são informais em sua maioria. Para ampará-los, como os demais desempregados, o Brasil precisa acelerar o crescimento.

POUPANÇA 
A caderneta de poupança tem captação recorde positiva para setembro - mais um mês - de R$ 13,229 bilhões (depósitos x saques).  A maior para o mês desde o início da série histórica, em 1995. No acumulado do ano, a entrada líquida de recursos na poupança chegou a R$ 137,211 bilhões, também recorde para o período. O saldo da poupança supera R$ 1 trilhão pela 1ª vez na história.

AMBIENTE (I) 
Aumenta a pressão contra o desmatamento no Brasil, O McDonald's, Tesco, Lidl e Nestlé estão entre as empresas que pedem ao governo britânico leis mais duras contra o desmatamento no exterior. As companhias querem barrar importadores envolvidos em qualquer tipo de desflorestamento legal ou ilegal.

AMBIENTE (II) 
No Brasil, os bancos Bradesco, Itaú Unibanco e Santander aderem à Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura. A articulação é um novo modelo de desenvolvimento econômico para o País pautado pela economia de baixo carbono, para responder aos desafios das mudanças climáticas, possibilitando avanços concretos na agenda de clima e agropecuária.

EMATER 
Dentro das comemorações dos 65 anos da Emater-RN, o quarto e último webinar acontecerá hoje (07), com o tema “Desafios da Política Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural”. Começa às 9h, com transmissão pelo canal Emater-RN, no YouTube, com mediação do diretor-geral da Emater-RN, Cesar Oliveira.

HISTÓRIA 
O início dos serviços de extensão rural no estado foi através da Associação Nordestina de Crédito e Assistência Rural (Ancar) em 1955. No início, recebeu o apoio do Banco do Nordeste e da Igreja, por meio do Serviço de Assistência Rural (SAR) e de professores e professoras. Os primeiros municípios foram Santa Cruz, São Paulo do Potengi e São Tomé.







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