Média diária de mortes por covid-19 recua 10,35% no Brasil em sete dias

Publicação: 2020-09-26 11:44:00
A média diária de mortes por covid-19, de acordo com a média móvel de sete dias, no Brasil chegou a 687,86 casos nesta sexta-feira (25), segundo dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Houve queda de 10,35%, ou 79,23 registros a menos, em relação à sexta-feira anterior (18), quando haviam sido registradas 767,29 mortes.

A média móvel de sete dias é calculada somando-se o número de mortes nesse intervalo de tempo (o dia de referência mais os seis dias anteriores) e dividindo-se o total por sete. Com isso, é possível reduzir o impacto de oscilações diárias.

Créditos: Adriano AbreuNos cemitérios públicos e privados do Rio Grande do Norte, o número de sepultamentos com caixões lacrados aumentou desde marçoNos cemitérios públicos e privados do Rio Grande do Norte, o número de sepultamentos com caixões lacrados aumentou desde março

Esse é o menor número médio de mortes desde o dia 9 de setembro (682,86). O pico de mortes (1.095,14) foi atingido em 25 de julho. Desde então, apresentou tendência de queda (com oscilações e leves altas) até o dia 9 de setembro. Depois disso, as mortes voltaram a aumentar até chegarem a 814,57 no último dia 15 e depois caíram novamente.

A média diária, de acordo com a média móvel de sete dias, de novos casos é de 27.587,86. Também aqui há uma tendência de queda, mas desde o dia 16 de setembro, quando foram registrados 31.374,86 novos casos.

Entre os estados, há aqueles que apresentaram na última semana altas e aqueles que apresentaram queda. Entre as quedas, destacam-se Rondônia (-46%), Pará (-43,34%), Santa Catarina (-26,17%) e Rio Grande do Sul (-20,26%).

Entre as altas ocorridas do dia 18 de setembro até ontem aparecem Paraíba (17,5%), Sergipe (15,29%), Espírito Santo (12,44%). Roraima e Rio Grande do Norte não tiveram seus dados divulgados ontem.

Alerta

O número de mortes causadas pelo novo coronavírus pode dobrar para 2 milhões antes que uma vacina bem-sucedida seja amplamente distribuída, e pode ser ainda maior sem uma ação conjunta para conter a pandemia. A afirmação foi feita pelo chefe do Programa de Emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mike Ryan, nessa sexta-feira (25).

"A menos que façamos isso, qualquer número que você diga não é apenas imaginável, mas infelizmente muito provável", disse Ryan em entrevista. 

Ele fez a declaração no momento em que o número total de mortes, nove meses depois que o vírus foi descoberto na China, se aproxima da terrível marca de 1 milhão. "Ainda não estamos fora de perigo em lugar nenhum, não estamos fora de perigo na África", acrescentou.

Para Mike Ryan, os jovens não deveriam ser culpados por um aumento recente de infecções, apesar dos temores crescentes de que estejam estimulando sua disseminação depois que restrições e isolamentos foram relaxados em todo o mundo.

"Realmente espero que não comecemos a apontar o dedo: é tudo culpa dos jovens", disse ele. "A última coisa que uma pessoa jovem precisa é de uma pessoa idosa apontando o dedo". Na verdade, reuniões de pessoas de todas as idades em ambientes fechados estão impulsionando a epidemia, disse.

A OMS continua a conversar com a China a respeito de seu possível envolvimento com o esquema de financiamento Covax, para garantir acesso global rápido e igualitário a vacinas contra a covid-19 uma semana depois de o prazo para a filiação se encerrar.

"Estamos conversando com a China a respeito do papel que ela pode desempenhar daqui em diante", disse Bruce Aylward, conselheiro sênior da OMS e chefe do programa ACT-Accelerator de apoio a vacinas, tratamentos e diagnósticos contra a doença.

Ele confirmou que Taiwan se filiou ao esquema, embora não seja membro da OMS, o que eleva o total de participantes a 159. Cerca de 34 ainda estão decidindo.

As negociações com a China também incluem um debate sobre a possibilidade de a segunda maior economia do mundo proporcionar vacinas para o mecanismo, disse  Aylward.

A agência publicou nessa sexta-feira um esboço dos critérios de avaliação do uso emergencial de vacinas contra a covid-19, para ajudar a orientar as farmacêuticas à medida que os testes chegarem a estágios avançados, disse a diretora-geral-assistente da OMS, Mariangela Simao. O documento estará disponível para comentários públicos até o dia 8 de outubro.

Também nessa sexta-feira, uma autoridade de saúde chinesa disse que a OMS deu seu apoio para que o país iniciasse a administração de vacinas experimentais contra o novo coronavírus, enquanto os testes clínicos ainda estão em andamento.




























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