Médico potiguar relembra 2014

Publicação: 2018-06-14 00:00:00 | Comentários: 0
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A bola vai começar a rola na Rússia para Copa do Mundo, mas as partidas são apenas uma parte de uma competição que vai bem além de um jogo. O médico do América, Maeterlinck Rêgo, escolhido para ser o coordenador-médico da sede de Natal no Mundial de 2014, trabalhou nos bastidores da organização e agora, quatro anos depois, recorda os dias de trabalhos quase intermináveis e disse que se fosse possível faria tudo de novo.

Maeterlink Rêgo durante jogo da Copa do Mundo no Brasil
Maeterlink Rêgo durante jogo da Copa do Mundo no Brasil

“A Copa do Mundo é uma competição muito complexa e que, por isso, exige uma organização muito grande em todos os seus setores: segurança, alimentação, área médica e transporte. Ela começa a ser preparada quatro anos antes, assim que a Fifa determina a próxima sede da competição. A Copa realizada no Brasil já serviu como base do planejamento que foi implantado na Rússia. Apenas a parte do suporte médico não muda, o atendimento tem um padrão”,  afirmou Maeterlinck.

Mesmo sendo considerado um país pacífico e Natal, uma sede tranquila, o médico potiguar  relatou que houve um momento de tensão registrado na cidade e que não vazou para imprensa. No jogo entre EUA x Gana toda equipe médica e de segurança ficaram em alerta máximo devido a uma ameça de bomba na Arena das Dunas.

“O nível de segurança em torno da seleção dos Estados Unidos era muito grande. A ponto de os encarregados pela proteção tomarem até o celular de um torcedor que, da arquibancada na Are das Dunas, tirou um foto de um jogador deles. Essa eu vi, o rapaz acabou de fazer a foto, o segurança identificou quem era, foi lá e tomou o telefone do torcedor”, disse, “o nível aumentou porque o vice-presidente americano esteva presente na partida em Natal”.

O episódio que deixou as autoridades em alerta máximo no palco do jogo, ocorreu momentos antes do final do jogo.

“A segurança descobriu uma sacola abandonada na arquibancada e, através do rádio decretou o alerta, a área médica foi acionada para permanecer no estádio até que a situação fosse resolvida. No final, graças a Deus, não foi nada mesmo, apenas um torcedor que deixou o estádio e esqueceu a bolsa na arquibancada”, revelou Maeterlinck Rêgo.

O coordenador-médico da Copa em Natal, destacou que o centro médico montado na Arena das Dunas tinha condições de atuar até em caso de alta complexidade. A Unimed que foi a operadora do evento no RN, ganhou muitos elogios da FIFA pela estrutura montada, disponibilizando uma ambulância de UTI munida de todos os equipamentos necessários para atender os pacientes de alta complexidade.

“A equipe de coordenadores-médicos ficou dois anos de trabalho intenso realizando o planejamento para ser usado na Copa. Foram muitas reuniões e nos últimos meses eu praticamente morei na Arena das Dunas. Nesse período foi  repassado para gente 10 mil dólares, mas quando precisávamos viajar, várias despesas eram por nossa conta. Financeiramente não foi uma experiência das mais lucrativas, mas em termos de experiência e conhecimentos foi uma experiência ímpar e muito rica. Se fosse preciso faria tudo novamente”, admitiu Maeterlinck Rêgo.


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