Macri enfrenta 5ª greve geral em seu governo

Publicação: 2019-05-30 06:31:00 | Comentários: 0
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Uma greve geral, com a paralisação do transporte público, desafiou ontem o presidente argentino, Mauricio Macri, em meio à campanha eleitoral por sua reeleição e sob pressão pela crise econômica que assola o país com uma inflação de 55% e o aumento da pobreza. É a quinta greve enfrentada por Macri desde a sua eleição em 2015.

Greve geral na Argentina
Mauricio Macri enfrenta 5ª greve geral no seu Governo após população argentina sair às ruas

Convocada pelas principias centrais sindicais em protesto pelas medidas de ajuste econômico, a greve paralisou o metrô de Buenos Aires, bem como trens, ônibus e transporte de cargas. Escolas, universidades e bancos também pararam. Os hospitais atenderam apenas emergências e não operaram nem portos nem aeroportos. As autoridades estimam que cerca de 330 voos da Aerolíneas Argentinas foram cancelado s afetando 37 mil passageiros.

Segundo os dirigentes sindicais, a adesão à paralisação de 24 horas foi quase total. "O movimento dos trabalhadores reitera o anseio para que se tomem ações imediatas para frear a decadência política, social e econômica do país", disse em coletiva Héctor Daer, presidente da Confederação Geral de Trabalho (CGT). Controlada pelo peronismo, atualmente na oposição, a CGT demanda que o governo aumente os salários pelo índice de inflação - que chegou a cerca de 50% nos últimos 12 meses - e reduza impostos.

O governo atribuiu a greve à falta de transporte público. "A população é refém do funcionamento ou não dos transportes. Vimos isso na paralisação anterior, quando havia transporte e as pessoas foram trabalhar", disse o ministro dos Transportes, GuillermoDietrich.

As ruas de Buenos Aires ficaram praticamente desertas, com pouco comércio aberto. Em vários pontos da capital, grupos se organizaram para chamar a atenção para a pobreza, que alcança 32% dos argentinos. "Não queremos mais ajustes. Não queremos demissões, queremos que sejam proibidas. Não queremos gente morrendo de fome", disse à agência France Presse Gustavo Michel, funcionário de uma refinaria. "Muitas fábricas estão fechando. São muitas famílias que estão morando na rua. É terrível porque não há trabalho."

O índice desemprego fechou 2018 em 9,1%. Segundo os sindicatos, nos últimos três anos 290 mil postos de trabalho foram fechados no país de 44 milhões de habitantes.

Grupos de esquerda organizaram bloqueios das rotas de acesso à capital argentina. Em alguns pontos, no sul do país, os manifestantes foram reprimidos pela polícia com gás lacrimogêneo e balas de borracha. "Estamos sofrendo tarifaços por culpa de Macri e do Fundo Monetário Internacional. Não vamos facilitar a vida de Macri nem do governo que vier se continuar seguindo o FMI", disse Cristian Durán, manifestante desempregado. Em outubro, os argentinos vão às urnas escolher seu novo presidente. (Com Agências Internacionais)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo










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