Mada abre seu lineup com Afrocidade, Emicida e Letrux

Publicação: 2020-03-10 00:00:00
A edição de 22 anos do festival Música Alimento da Alma  (Mada), programada para os dias 16 e 17 de outubro, na Arena das Dunas, já anunciou as suas primeiras atrações: o rapper Emicida, a drag queen Glória Groove, a cantora carioca Letrux, e a banda Afrocidade, aposta da nova musicalidade baiana, são os nomes já confirmados para o tradicional evento de música. O festival confirma a proposta de estar cada vez mais sintonizado com novidades e demandas dos ouvintes mais antenados de música.

Créditos: DivulgaçãoGrupo baiano Afrocidade mistura letras politizadas aos ritmos do arrocha, afrobeat e raggaGrupo baiano Afrocidade mistura letras politizadas aos ritmos do arrocha, afrobeat e ragga


Nascido entre as rinhas paulistanas de MCs, Emicida é um jovem veterano de respeito na cena hip hop nacional. Despontou no Youtube e lançou seu primeiro trabalho em 2009, fincando de vez sua presença na área dos beats e das rimas. O novo show deve ter foco no último álbum, o elogiado “Amarelo”, lançado no ano passado, seu terceiro disco de estúdio. O disco revela todo o leque de influências que o rapper possui, entre as participações especiais e os samples que ele usa, como Zeca Pagodinho, Larissa Luz, MC Tha, Pabllo Vittar, Dona Onete, e até Fernanda Montenegro.

Letícia Novaes, a Letrux, é cantora, compositora, atriz,  escritora, e uma espécie de popstar  alternativa da música brasileira contemporânea. Seu primeiro álbum, “Noite de Climão”, lançado em 2017, foi um sucesso inesperado que ao longo de dois anos construiu uma  base poderosa de fãs. Em 2019, atendendo a pedidos, lançou o “Noite de Pistinha”, um coleção de remixes do disco passado. Daí a expectativa por “Letrux aos Prantos”, o novo álbum que será lançado no dia 13 de março. Pouco se sabe dele, além das participações de Liniker e Luísa Lovefoxxx (do Cansei de Ser Sexy). Vem mais climão por aí.

Integrante do novo rol de 'dragstars' brasileiras, Glória Groove atraiu uma multidão para o desfile do bloco das Kengas no carnaval de Natal, e deve repetir a façanha no Mada. Glória é dona de um vozeirão que utiliza bem em seus hits, como “Dona”, “Império”, “Catuaba”, “Gloriosa”, “Muleke brasileiro”, “Bumbum de ouro”, “Arrasta”, e “Coisa boa”. Fã de r&b, hip hop, soul e trap, Glória usa essas influências junto ao pop, funk, 150BPM, e pagodão baiano que faz tanto sucesso no Brasil.

O Afrocidade é outro nome que está levando a música baiana moderna para além do carnaval. O grupo está na área desde 2013, nascido em Camaçari, região metropolitana de Salvador. O som  mistura letras politizadas de denúncia às opressões contra o povo negro a ritmos populares como arrocha, pagode, além de música afro, funk, dub jamaicano, reggae, ragga e afrobeat. O groove da percussão é bem marcante. O som da banda mistura letras politizadas de denúncia às opressões contra o negro a ritmos  como arrocha e pagode, além da música afro, dub jamaicano, reggae, ragga e afrobeat. A banda lançou o EP “Cabeça de Tambor”, em 2016, e se prepara para lançar um disco no segundo semestre via Natura Musical.






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