Festival Mada aposta no novo

Publicação: 2019-10-18 00:00:00 | Comentários: 0
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O festival Música Alimento da Alma chega aos 21 anos com disposição para encarar o novo. Uma boa amostra do que está acontecendo na música brasileira contemporânea vai passar pelos palcos do evento sexta e sábado, na Arena das Dunas, a partir das 19h. O Mada de 2019 traz MPB contemporânea ao lado de novos astros do hip hop amados pelas redes sociais, nomes já consagrados, DJs, e o que mais possa divertir pessoas que amam música de todas as formas. Serão 27 apresentações sem interrupção entre dois palcos (TIM e TNT) na parte central do gramado, tendo ainda feira mix, praça de alimentação e área de convivência. A programação terá ainda ativações culturais na Feira Mix, as lojas 5Rs, Contém Glitter, In Mare Pratas, Lassana Moda Africana, Pintou New, Urban83, Vintedois, Mada Store (Merchan do festival e dos artistas), Banca Ninja, e BET - Bicha Extraterrestre.

Natiruts
Natiruts é uma das grandes atrações do Festival

Veja programação:

Sexta:

MAD DOGS (19h30)
Há 25 anos os “cachorros loucos” deixam seu blues/rock cheio de humor e malícia na noite natalense. Apesar de seu ambiente natural ser o bar, os Mad Dogs também estão habituados a grandes palcos. Entre 2003, 2004, 2005 e 2007, o grupo representou o Brasil na International Beatle Week, em Liverpool, Inglaterra, pondo um tempero bluesy brasileiro nos Fab Four. Portanto, no repertório dos dogs tem desde canções autorais (dos discos “Mad Dogs” e “Bar Doce Lar”), além de versões para clássicos do blues, dos Beatles, e da MPB. Eles têm a manha.

Júnior Groovador e Banda (20h)
Da zona norte natalense para o mundo. Júnior Bass Groovador é provavelmente o músico potiguar mais conhecido do momento. O baixista morador do conjunto Santa Catarina virou celebridade instantânea ao ter seu vídeo compartilhado pelo músico e ator Jack Black. Na velocidade típica dos fenômenos da internet, Groovador tocou com Jack no último Rock in Rio e o resto é história. Agora o potiguar vai mostrar sua pegada “forrock” para os conterrâneos, com todos os solos e dancinhas que têm direito.  Tem mais viralização por aí?

Potyguara Bardo (20h30)
Um ano depois do álbum de estréia “Simulacre” (2018), e de apresentá-lo no próprio Mada, Potyguara Bardo retorna ao festival para causar um furdunço, como ela mesmo promete. Neste período, a artista ganhou mais experiência e técnica para apresentar o repertório holístico e onírico, resultado de viagens psicodélicas com referências do universo das novelas e programas infantis da década de 90, como o Castelo Rá-Tim-Bum. Isso unido a uma sonoridade que atravessa o pop, funk, house e o brega. Drag queen natalense, Potyguara leva para o palco a sua força performática para extrair de si as suas formações e apresentá-las ao público com uma música original.

Luiza Lian (21h)
A atmosfera contemplativa vai tomar conta do Mada durante o show de Luiza Lian e o “Azul Moderno” (2018), seu terceiro álbum. A artista carrega uma força mística e psicodélica nos palcos para experimentar a música eletrônica com temas celestiais e de entidades espirituais para refletir sobre o tempo e a ancestralidade. A sua apresentação é íntima e poderosa, conduzida pela voz e pelo produtor Charles Tixier, que a acompanha para garantir a melodia. Luiza também se utiliza do palco como um espaço visual, apostando na sua presença física e nas projeções para imergir o público nos recantos mais profundos da alma.

MC Tha (21h40)
A paulistana Thais da Silva descobriu a fórmula de sintonizar    funk, espiritualidade de matriz africana, tecnologia, sensualidade e jogo de cintura. O resultado é “Rito de Passá”, um disco já celebrado por crítica e público, e que deverá estar em muitas listas de melhores de 2019. Usando o funk como matriz, MC Tha experimenta várias sonoridades e faz uma música envolvente, criativa, e pop – mas nunca óbvia.

Mc Tha é uma das atrações confirmadas do MADA 2019

Teto Preto (22h20)
Teto Preto aterrissa no Mada com toda carga do underground paulistano para provocar o pandemônio na pista com o álbum “Pedra Preta” (2018). O quinteto, que tem à frente a vocalista e performer Laura Diaz, tem um repertório de músicas eletrônicas influenciadas por uma gama de referências. A estética do Teto Preto resulta da mistura entre new wave e o techno, passando pelo cinema novo e poetas malditos, e é elevada até a última gota do estranho durante as apresentações pela performance cênica de Loïc Koutana, francês de origem costa-marfinense, para alcançar um patamar ritualístico. É de se esperar que todos os clubbers da cidade estejam despertos nesta sexta-feira para louvar o hedonismo.

Baco Exu do Blues (23h10)
Baco pôs o hip hop nordestino contemporâneo no mapa. Com os álbuns “Esú” (2017) e “Bluesman” (2018) o rapper baiano derrubou fronteiras entre as regiões e hoje é celebrado de norte a sul do país. O rapaz de 23 anos alinha nas suas rimas temas como amor, sexo, poder, racismo, religião e sociedade. O tom vai da raiva ao deboche, para a alegria dos fãs.

Baco Exu do Blues

Baiana System (0h10)
Pelo terceiro ano consecutivo, o explosivo grupo baiano volta ao Mada com seu trio elétrico cyberpunk. O natalense adora. O repeteco tem um bom motivo extra, que é o novo disco do banda, “O futuro não demora”.  O terceiro álbum segue a pegada habitual do Baiana, modernizando os ritmos baianos com pitadas de dub, trap, ragga, electro, afrobeat e rock.

Baiana System

After Party Oficial
01h30 à 02h10 - Blue&Red

02h12 à 02h54 - Jovick

02h54 à 03h36 - JV

03h36 à 04h18 - LizaWaves

04h18 à 05h – Trip Tapes

Sábado:

T. Yuri (19h)
Discotecagem com misturas de house, electro e disco para aquecer as juntas e receber o público para a maratona sonora.

Ouen (19h30)
O músico Rodrigo Takeya, ex-Planant, transformou suas experimentações no sintetizador em canções pop. Assim nasceu o Ouen (pronuncia-se uãn), que  lançou o álbum “Amaterasu” no ano passado só em plataformas digitais. A música do Ouen é eletrônica, mas ainda guarda bastante referências do rock/pop dos anos 80 e 2000.

Zé Caxangá e seu conjunto (20h)
Zé caxangá e Seu Conjunto lança no Mada seu mais novo disco "Demons", de produção independente. O trabalho reúne sete músicas, com destaque para "Conchinha with you" e "Ninaled". Nas letras o artista, que é um dos mais requisitados da cena independente local, explora altos e baixos de sua vida recente, obre camadas de beats e programações, além de boas levadas de guitarra.  No show também está prevista a participação da cantora Clara Pinheiro.

Bule (20h30)
Misturando referências do pop dos anos 80, psicodelia e malemolência tropical, os pernambucanos da banda Bule prometem uma apresentação divertida para a noite calorosa de sábado. No som da Bule  fervem o orgânico e o eletrônico, o beat e a conga, o synth e a guitarra. O primeiro disco, “Cabe mais ainda”, foi lançado ano passado com muitos elogios da crítica.

BEX (21h)
Rebeca Gibson, a BEX, apresenta pela primeira vez no palco o  disco de estreia, “Clocking Days” (2019). O álbum é rico em referências - do jazz ao trip hop, r&b e rap. A artista é a responsável pelas letras e pelos beats, que resultam em uma sonoridade sublime e levemente entorpecente. “Clocking” possui a atmosfera melancólica do cotidiano, nostálgica, e fala sobre sentimentos autodestrutivos, paixões e vicissitudes. Quem escuta o disco de BEX sente o mesmo de quem observa a luz solitária de um farol a noite, iluminando o abismo do mar, enquanto atravessa uma rodovia. Resta saber como isso vai soar no palco.

BEX


Luedji Luna (21h40)
A cantora e compositora Luedji Luna lançou o disco “Um corpo no mundo” em 2017, e desde então não saiu mais do radar de quem acompanha a cena musical brasileira contemporânea. Em 2019, o mesmo disco saiu em forma de EP remixado. Ao lado do groove afropop, a música de Luedji também alinha poesia, política, e reflexões sobre liberdade, gênero e raça.

Luedji Luna

Plutão Já foi Planeta (22h30)
O indie pop do Plutão conquistou o Brasil, mas a banda potiguar nunca perde a sintonia com seu público de casa. O grupo se encontra em processo de gravação do seu terceiro disco, ainda sem nome, e pretende lança-ló logo mais, no primeiro semestre de 2020. Enquanto isso, os fãs poderão se divertir com as canções antigas, diversos hits na boca do povo.

Flora Matos (23h20)
A rapper e cantora brasiliense Flora Matos tem o dom da rima, da palavra afiada, e também de canções que grudam como qualquer hit do pop. Tudo isso está representado em seu primeiro álbum, o festejado “Eletrocardiograma”, de 2017. “Pretin”, de 2011, foi seu primeiro hit, cantado até por Anitta. O som de Flora circula com tranquilidade entre a descontração e o peso.

Flora Matos

Natiruts (00h20)
O Natiruts é uma das bandas de reggae mais queridas e longevas do pop brasileiro, e está de fôlego novo com o disco “I Love”, que conta com parcerias de Gilberto Gil (“Verde do mar de Angola”), Morgan Heritage (“I Love”), Katchafire (“Mergulhei nos teus olhos”). Pra todo mundo cantar junto.

DJONGA (1h40)
O rapper mineiro Djonga é um dos queridinhos do novo rap nacional.    Os álbuns  “Heresia“ (2017), “O Menino Queria Ser Deus“ (2018) e "Ladrão" (2019) trazem a lírica característica de Djonga, afiada e agressiva, com fortes críticas sociais ao racismo. O MC se diz fortemente influenciado pelo funk e pelo samba.

After Party Oficial
02h40 à 03h15 - Gameshark b2b Necro

03h15 à 03h50 - Akaaka

03h50 à 04h25 - Nadejda

04h25 à 05h - Frank

Serviço:
Festival MADA 21 Anos. Sexta e sábado, na Arena das Dunas. Abertura dos portões às 18h. Vendas antecipadas na Oticalli (Midway) ou no Sympla.



(Com colaborações de Luiz Henrique e Ramon Ribeiro)













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