Maiores volumes furtados estão nas adutoras

Publicação: 2014-03-27 00:00:00 | Comentários: 0
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O maior volume de água roubado por fraudes no sistema de abastecimento de água advém de “gatos” nas adutoras. Para extinguir a clandestinidade, ainda em 2012, a Caern fez parceria com o Ministério Público e Polícia Civil para ações de fiscalização nas tubulações entre as cidades.
Magnus NascimentoAdutora Monsenhor Expedito também está entre as que mais registram roubo de água no interiorAdutora Monsenhor Expedito também está entre as que mais registram roubo de água no interior

Desde outubro de 2012, quando começaram as ações em conjunto, a Caern notificou 70 casos de furto de água ao MPE. Além destes, outras notícias-crimes são informadas pelas regionais da Caern diretamente à Polícia Civil local. Ao todos foram 10 operações de fiscalização em adutora em todo o Estado.

A maior parte destas fraudes são realizadas a fim de abastecer propriedades com sistema de irrigação ou criação pecuária. Em tempos de seca, o ato se torna mais grave, já que atualmente se tem 12 cidades ainda em colapso de abastecimento. O roubo de água prejudica não somente a quantidade de água distribuída, mas também altera a força da vazão de água. As cidades ao fim das adutoras são as mais prejudicadas.

De acordo com Ricardo Marinho, gerente da Regional Natal Norte, as fiscalizações são baseadas na baixa, ou falta, de abastecimento nas cidades. “O termômetro é a cidade começar a reclamar da chegada de água”, diz. Dessa maneira, eles realizam um cálculo de quanto está se produzindo e quando deveria chegar à cidade.

As principais adutoras em que se verificou este tipo de ação foram a Monsenhor Expedito e Jerônimo Rosado, afetando o abastecimento de água das cidades atendidas por elas: Mossoró, Macau, Assu, Nova Cruz, Ielmo Marinho e Angicos.

Somente em cinco das  adutoras do Estado, 111 milhões de litros de água foi recuperado após as fiscalizações no ano de 2013. O valor estava sendo gasto por mês, e se estima que tivesse duração de um ano. A vazão de água é suficiente para abastecer por um mês uma cidade como a de Jardim de Piranhas, que possui cerca de 10.500 habitantes, com dados do IBGE, 2010.

Após fiscalização, a adutora Jerônimo Rosado recuperou  cerca de 86,4 milhões de litros de água que eram desviados mensalmente. De acordo com Nehilton Baneto, gerente da regional Mossoró, a operação realizada ocorreu em novembro deste ano e apontou cerca de 10 dez pontos com retirada irregular de água.  A quantidade era possível de abastecer uma cidade do tamanho de Triunfo Potiguar, com uma população de quase 3.500 mil.

Na adutora Sertão Central Cabugi, entre os municípios de Itajá e Angicos, duas fiscalizações resultaram em 19 processos pelas irregularidades. Após a última fiscalização, feita ao final de 2013, a população sentiu a recuperação de 5,4 milhões de litros de água, no trecho  entre Lajes até Riachuelo, sob a responsabilidade da Regional Natal Norte.

Residências
As propriedades residenciais também são fiscalizadas. Segundo Nehilton, gerente da Regional Mossoró, essa fiscalização ocorre diariamente. Diferente das adutoras que  atualmente são mobilizadas a partir de constatação da diferença entre o que é produzido e o que é recebido nas cidades.

Na cidade de Mossoró, a fiscalização nas casas, entre os meses de janeiro e fevereiro, encontrou 167 ligações cortadas que não procuraram à Companhia para regularizar a situação. Um total de 445 casas foram visitadas.

A fiscalização não resultou em processo judiciais. Ela tinha o intuito de orientação aos consumidores para que não rescindissem à condição de clandestinidade.

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