Mais de 1 milhão de declarações do IR, no País, caíram na malha fina

Publicação: 2020-07-02 00:00:00
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O secretário especial da Receita Federal, José Barroso Tostes Neto, informou que até seis horas do fim do prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2020, 1.015.918 contribuintes haviam caído na malha fina. Segundo Tostes, os principais motivos para a retenção do documento foram a omissão de rendimentos e problemas de dedução. Sobre a omissão de rendimentos, responsável por 42,2% das declarações retidas, Tostes explicou que o principal problema foi a inconsistência nas informações sobre o salário. Responsáveis por 33,3% dos casos de inclusão em malha fina, os problemas de deduções de despesa concentraram-se nos gastos médicos, que representaram metade das retenções por esse motivo.

O secretário informou que o contribuinte pode verificar se caiu na malha fina no Centro de Atendimento Virtual da Receita (e-CAC) e que, a partir desta quinta-feira (2), o sistema poderá ser acessado por meio do login único do Portal do Governo Federal (gov.br). 
Em relação às restituições, o secretário informou que, dos 32 milhões de declarações esperadas, o Fisco projeta que 19,14 milhões (59,8%) terão valores a receber, 6,03 milhões (18,8%) terão imposto a pagar e 6,83 milhões (21,4%) não terão imposto a pagar nem valores a receber.

Nos próximos três lotes de restituições, que sairão em 30 de julho, 31 de agosto e 30 de setembro, com 4,9 milhões de contribuintes contemplados em cada lote, a Receita pagará, respectivamente, R$ 5,6 bilhões; R$ 5,5 bilhões; e R$ 5,3 bilhões. O Fisco pagou R$ 2 bilhões a 901 mil contribuintes no primeiro lote (29/5) e R$ 5,7 bilhões a 3,3 milhões de contribuintes no segundo lote (1/07).