Mais velocidade e inclusão a caminho

Publicação: 2017-07-16 00:00:00 | Comentários: 0
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Yuno Silva
Repórter

A popularização da internet no Brasil tem pouco mais de duas décadas, e as novas gerações já familiarizadas com banda larga, smarthphones e conexão móvel não fazem ideia dos tempos que era preciso ouvir o barulhinho do modem e ficar conectado entre meia-noite e 6 da manhã para não extrapolar a conta de telefone fixo no fim do mês. Baixar músicas era uma dificuldade; filmes então, uma eternidade! A situação começou a mudar de forma mais rápida e radical a partir da segunda metade dos anos 2000, quando surgiram os primeiros celulares inteligentes e o País ensaiava a transição da tecnologia 2G para a 3G.

A conectividade móvel deu um novo salto no segundo semestre de 2013 com a chegada da tecnologia 4G no Brasil, um dos legados mais perceptíveis da Copa do Mundo, e as operadoras concentraram foco na oferta de experiências cada vez mais conectadas. Com a livre concorrência no setor, o debate passou a girar em torno de temas mais atuais como tamanho da área de cobertura, velocidade na transferência de dados e estabilidade do sinal.
Segundo estimativa da Agência Nacional de Telecomunicações, a tecnologia irá ampliar a inclusão digital das classes sociais C, D e E
Segundo estimativa da Agência Nacional de Telecomunicações, a tecnologia irá ampliar a inclusão digital das classes sociais C, D e E

No Rio Grande do Norte, as operadores de telefonia móvel – Vivo, Claro, Oi e TIM – disputam espaço no mercado com investimentos e novidades. Entre as novidades anotadas este ano, está a implementação da faixa de 700MHz para uso das operadoras de telefonia (que geralmente operam na banda entre 2.400MHz e 3.800 Mhz). Até então a frequência de 700MHz era exclusiva para transmissão do sinal de televisão analógica, que com a migração para o sistema digital ficou livre e deverá permitir a expansão dos serviços móveis no Estado.

Na prática, além do aumento no alcance do sinal, a liberação da nova faixa pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) capacita velocidades de quatro a até 10 vezes superiores que as atuais, o sinal fica mais estável em ambientes fechados, oferece menor tempo para estabelecimento de chamadas, voz mais nítida e menor consumo de bateria. Como há redução nos custos relativos à implantação da rede por exigir, por exemplo, menos antenas instaladas, a Anatel acredita que a tecnologia irá ampliar a inclusão digital das classes sociais C, D e E.

Qualidade


“Essa expansão possibilita maiores capacidades de transmissão, e eleva a qualidade dos serviços”, informou a Anatel, por meio da assessoria de imprensa. Segundo a Anatel, 1,8 mil cidades brasileiras, entre as quais 12 capitais, já estão aptas a utilizar a faixa de 700MHz. Na região Nordeste, a frequência está disponível em Natal, Aracaju, Fortaleza, Recife e Teresina.

A TIM é a primeira operadora a oferecer serviços no RN dentro da nova faixa. “Natal é a segunda cidade do Nordeste e a quarta do País a utilizar essa tecnologia”, destacou Ageu Guerra, gerente de Engenharia de Redes da empresa. Guerra acredita que a demanda pelos serviços de dados móveis tende a crescer: “O consumidor tem demonstrado isso, e estamos investindo para atender essa necessidade”.

A operadora Vivo informou, através de sua assessoria de imprensa, que também passou a oferecer serviços dentro da nova faixa. “Natal é a primeira cidade do Nordeste com cobertura 4G+, cuja conexão chega a ser até duas vezes mais rápida que o 4G atual”, garantiu a empresa, por meio da assessoria de imprensa. Já a Claro adiantou que até o fim do ano passará a operar com a nova frequência; enquanto a operadora Oi não forneceu informações sobre disponibilidade de serviços para a nova frequência.

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