Mais voos para reaquecer a cadeia do turismo

Publicação: 2020-09-22 00:00:00
O setor do Turismo é um dos que mereceu atenção especial no Plano RN Cresce Mais por ter uma retomada lenta e formar uma cadeia com mais de 50 atividades. A secretária estadual do Turismo, Ana Maria Costa, fez um anúncio otimista. “A partir de outubro, teremos 63% da malha aérea do Estado recuperada com o retorno do voo de Lisboa e o voo de Fortaleza, completando a conectividade com outros aeroportos. Fica faltando o voo de Buenos Aires para completar a conectividade que tínhamos antes da pandemia", declarou.

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Os voos são importantes para a vinda de turistas ao Estado, por isso o Governo decidiu manter a redução das alíquotas do ICMS do querosene da aviação (QAV) sem cobrar, até o final do ano, as contrapartidas das companhias aéreas. O Plano, anunciado nesta segunda-feira, conta com campanhas de ações promocionais e de divulgação do RN para captação de voos charters. Segundo a secretária, o Estado conseguiu captar R$ 1,4 milhão em emendas parlamentares para promoção do RN como destino turístico.

Para os hotéis ganharem fôlego até o movimento de turistas aumentar, o setor ganhou a redução do ICMS de energia, caindo de 24% para 12% até dezembro de 2021 e isenção das taxas de serviço para empresas de transporte turístico. Já o turismo de eventos pode ganhar estímulo com o tarifário especial de 40% de desconto para estimular a retomada de eventos no Centro de Convenções.

Agricultura
O Plano RN Cresce Mais se estende à agropecuária com diversas articulações, uma delas para inserir produtos da agricultura familiar na rede de bares e restaurantes locais e também para fomentar turismo gastronômico na capital com ações promocionais.

O secretário do Desenvolvimento Rural e da Agricultura Familiar, Alexandre Lima, disse que o programa de assistência técnica e extensão rural será reforçado para que os produtores possam se habilitar para vender seus produtos. Há investimento em mais de R$ 2 milhões para a aquisição e distribuição de sementes crioulas e a ampliação do investimento em cooperativismo.

Para fortalecer os produtos da pecuária, o Plano prevê a regularização e regulamentação da cadeia do leite e da carne. Para a produção do leite, uma uma unidade de secagem de leite e soro será criada visando diversificar a cadeia produtiva com uma planta industrial de leite em pó para atender o mercado interno, além da regulamentação de 50 queijeiras.

Já para a produção da agricultura irrigada, está prevista a ampliação de 10 mil hectares, a partir da segurança hídrica do Vale do Açu com o incremento da barragem de Oiticica. No próximo ano, deve ser testada a unidade demonstrativa de produção de grãos na região litorânea e, em dois meses, a conclusão do estudo de viabilidade técnica e concessão do Terminal Pesqueiro.